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12 de novembro de 2019, 12h13

Apoiadores de Evo Morales montam barricadas para resistir contra ofensiva de militares

Resistência de moradores se acirrou depois que as Forças Armadas anunciaram que enviariam tropas às ruas na Bolívia

Reprodução/Twitter

Diversos bairros bolivianos amanheceram nesta terça-feira (12) com barricadas armadas com cordas, arame, tecidos e móveis velhos. Fogueiras também são usadas para bloquear vias, assim como para aquecer aqueles que permaneceram nas vigílias. O cenário nas cidades de El Alto e La Paz é de destruição, tudo isso apenas dois dias depois da renúncia de Evo Morales, pressionado pelas Forças Armadas.

A resistência de apoiadores de Morales contra os militares se acirrou nesta segunda (11), depois que as Forças Armadas emitiram um comunicado de que fariam a vigilância da cidade junto à polícia. O Exército boliviano tem atuado nas ruas procurando e prendendo pessoas suspeitas de serem opositoras ao golpe de Estado. Milícias também atuam fortemente na repressão e na perseguição.

O líder dos conselhos de bairro da cidade de La Paz, Jesús Vera, foi preso nesta segunda pela polícia. “Após o primeiro dia do golpe cívico-político-policial, a polícia amotinada reprime com balas para causar mortes e feridos em El Alto. Minha solidariedade com as vítimas inocentes, incluindo uma garota, e ao povo heroico defensor da democracia”, manifestou-se Evo, pelas redes sociais.

Em áudio enviado na madrugada desta terça-feira (12) aos companheiros do partido Movimiento al Socialismo (MAS),  Morales faz um apelo pedindo aos opositores golpistas Carlos Mesa e Luis Fernando “Macho” Camacho que parem com o “massacre” na Bolívia.

“No dia do golpe cívico, político e policial havia tantos mortos, tiros. A Camacho e Mesa: não matem. Defendam a vida. Parem esse massacre. Parem de humilhar a gente humilde”, pede o presidente no áudio.

Comércio, aulas e transporte público paralisaram no país. Também na segunda, apenas um dia depois de sua renúncia, Evo foi às redes sociais para pedir aos trabalhadores das áreas de saúde e educação de seu país que cerrem os protestos e greves e que voltem a atender a população.

 

 

 


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