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26 de outubro de 2019, 17h49

Após chantagem, Evo Morales convida Brasil, Argentina, Colômbia e EUA para auditoria das eleições

Comandado pelo olavista Ernesto Araújo, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil afirmou nesta sexta-feira (25) que não reconhece a reeleição de Evo Morales, líder do Movimento ao Socialismo (MAS), na Bolívia

Evo Morales - Foto: Reprodução/Twitter

Diante da resistência e chantagem dos governos conservadores de direita em reconhecer a sua vitória nas eleições presidenciais na Bolívia, Evo Morales convidou representantes do Brasil, Argentina, Colômbia e EUA para participarem de uma auditoria, revisando todas as atas eleitorais. “Se a conclusão do processo se provar uma fraude, vamos ao segundo turno”, desafiou Evo.

Morales ainda mandou recado aos aliados de seu adversário, Carlos Mesa, que estão convocando uma greve na região próximo à fronteira com o Brasil.

“Digo aos grupos de Santa Cruz, que iniciaram uma paralisação política, não de reivindicação, que por suas ações o departamento perde US$ 3,5 milhões por dia. Graças à consciência do povo, ganhamos em 289 municípios, em 6 departamentos e tivemos maioria no Senado e na Câmara”, tuitou Evo, que ainda lembrou em outra publicação do “libertador” Simón Bolivar.

“Nunca deixaremos de lutar pela liberdade com soberania, identidade e dignidade”, tuitou.

Chantagem
Comandado por Ernesto Araújo, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil afirmou nesta sexta-feira (25) que não reconhece a reeleição de Evo Morales, líder do Movimento ao Socialismo (MAS), na Bolívia. Em tuíte, o Itamaraty disse que apoia uma auditoria completa do primeiro turno proposta pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

Depois de cinco dias de apuração, Evo Morales foi oficialmente reeleito presidente da Bolívia na noite desta quinta-feira (24), configurando em vitória no primeiro turno.

Com 99,99% das urnas apuradas, Evo recebeu 47,07% dos votos, uma diferença superior a dez pontos percentuais em relação ao segundo colocado: Carlos Mesa obteve 36,51%. No entanto, a oposição continua questionando o resultado. O quarto mandato do presidente tem início em janeiro de 2020 e termina em dezembro de 2025.

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