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18 de maio de 2018, 20h14

Após escândalo de pedofilia, todos os bispos chilenos renunciam ao cargo

Na declaração, os bispos voltaram a "pedir perdão pela dor causada às vítimas", agradeceu-lhes por "sua perseverança e coragem", apesar das dificuldades e "dos ataques da própria comunidade eclesiástica"

Foto: ACI Digital

Por Carta Capital

Todos os bispos chilenos pusera nesta sexta-feira (18) seus cargos à disposição do papa Francisco, depois dos escândalos de abuso sexual cometidos por religiosos em seu país. O anúncio foi feito pelos porta-vozes da Conferência Episcopal do Chile, Fernando Ramos e Ignacio González.

Em uma declaração lida pelos porta-vozes à imprensa, sem direito a perguntas, os 34 bispos convocados pelo papa no Vaticano para prestar contas sobre os escândalos anunciaram que “todos” puseram seus “cargos nas mãos do Santo Padre para que livremente decida em relação a cada um”.

O anúncio foi feito na sala Pio X de um prédio do Vaticano, a poucos metros da basílica de São Pedro.

Francisco se dispõe a tomar medidas severas, “mudanças e resoluções”, dentro da Igreja do Chile, como antecipou em uma carta entregue ao fim de três dias de reuniões no Vaticano.

Na declaração, os bispos voltaram a “pedir perdão pela dor causada às vítimas”, agradeceu-lhes por “sua perseverança e coragem”, apesar das dificuldades e “dos ataques da própria comunidade eclesiástica”.

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Entre os 34 bispos presentes, 31 em funções, estão vários dos acusados de terem acobertado durante décadas os abusos cometidos pelo padre Fernando Karadima. Ele foi suspenso de forma vitalícia, após ser declarado culpado em 2011 de abuso sexual a menores nos anos 1980 e 1990.

É provável que o papa substitua pelo menos dez religiosos para abrir uma nova era na Igreja chilena.

“Estamos no caminho, sabendo que esses dias de honesto diálogo foram um marco dentro de um processo de mudança profunda (…) por meio da qual queremos restabelecer a justiça e contribuir para a reparação do dano causado”, escreveram os bispos.

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