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19 de dezembro de 2018, 22h47

Após fala sobre imigração, Bolsonaro leva invertida de embaixador francês

O presidente eleito, ao anunciar que o Brasil deixaria o pacto de migração da ONU, afirmou que a imigração tornou "insuportável" viver em alguns lugares da França; o embaixador francês nos Estados Unidos respondeu com ironia

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente eleito Jair Bolsonaro levou na noite desta quarta-feira (19) uma “invertida” internacional. Pelo Twitter, o embaixador francês nos Estados Unidos, Gérard Araud, rebateu uma declaração do militar da reserva sobre imigração em que citou seu país.

Em uma transmissão ao vivo pelo Facebook na terça-feira (18), Bolsonaro afirmou que o Brasil, sob seu governo, vai sair do pacto global de migração da Organização das Nações Unidas (ONU) e usou a França para exemplificar os supostos “problemas” da entrada de estrangeiros no país.

“Infelizmente, o atual ministro das Relações Exteriores (Aloysio Nunes) assinou um pacto de migração da ONU. Acho que todo mundo sabe o que está acontecendo com a França, está simplesmente insuportável viver em alguns locais da França. E a tendência é aumentar a intolerância. Os que foram para lá, o povo francês acolheu da melhor maneira possível, mas vocês sabem da história dessa gente, eles têm algo dentro de si que não abandonam suas raízes e querem fazer sua cultura, seus direitos lá de trás, seus privilégios. E a França está sofrendo com isso”, disse o presidente eleito.

O embaixador francês não deixou barato e respondeu com ironia. “63.880 homicídios no Brasil em 2017, 825 na França. Sem comentários”.

O tuíte de Araud em resposta a Bolsonaro “bombou” e já foi retuitado e respondido por milhares de pessoas, tanto franceses quanto brasileiros.

Confira, abaixo, a repercussão.


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