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29 de junho de 2020, 18h47

Após fracasso do seu partido nas eleições municipais, Macron reforça discurso ambientalista

Partido Verde Europeu foi um dos grandes vencedores da jornada eleitoral deste domingo, em aliança com a esquerda, que venceu nos três maiores colégios eleitorais do país: Lyon, Marselha e a capital Paris

Emmanuel Macron

Menos de 24 horas depois das eleições municipais no país, o presidente francês Emmanuel Macron fez um discurso no qual deixou em evidência que sentiu o golpe sofrido pelo seu partido, o LRM (sigla em francês de “República em Marcha”, de direita neoliberal), um dos maiores perdedores da jornada eleitoral.

A prova de que o mandatário já atua em função dos resultados de domingo foi seu forte discurso ambientalista logo nesse primeiro discurso, no qual destacou medidas de sustentabilidade e combate às mudanças climáticas.

Isso porque o grande vencedor destas eleições municipais, segundo a imprensa local, foi o EELV (sigla em francês do Partido Verde Europeu).

Em aliança com partidos históricos da esquerda, como o Partido Socialista e o Partido Comunista, os Verdes venceram 16 disputas, incluindo a segunda e terceira das maiores cidades do país: Marselha e Lyon, respectivamente. Também estão entre os vencedores da capital Paris, já que a socialista Anne Hidalgo foi reeleita graças também à aliança com o partido ambientalista – assim como a esquerda também ajudou nas vitórias verdes nas outras duas grandes cidades.

Para reagir a essa “onda verde”, aliada com a esquerda, Macron anunciou que o país investirá, ainda este ano, cerca de 15 bilhões de euros para adaptar a economia aos novos parâmetros ecológicos. Também prometeu realizar um referendo para incluir, no primeiro artigo da Constituição francesa, os termos “biodiversidade, meio ambiente e luta contra o aquecimento global”.

“Acho que é uma noção extremamente estruturante para a proteção dos ecossistemas, a defesa da ecologia e da biodiversidade”, declarou o presidente, que também defendeu o termo “justiça verde” e a criação do conceito penal de “ecocídio”, duas ideias que costumam ser defendidas pela ativista sueca Greta Thunberg.

Por sua parte, Yannick Jadot, deputado verde e um dos líderes do partido no país, justificou a vitória afirmando que “há uma guinada política em nosso país que está ligada à pandemia do coronavírus. As pessoas estão entendendo que nossos modos de vida e consumo trazem como consequência problemas como os que estamos vivendo hoje no planeta”.


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