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08 de novembro de 2019, 23h51

Após pacote repressivo de Piñera, Chile volta a superlotar as ruas: mais de 700 mil em protesto por renúncia

Protesto multitudinário acontece um dia depois de o presidente chileno anunciar projeto que visa criminalizar manifestações. Principal grito foi de “Renúncia Piñera”

Fotos e vídeos: Victor Farinelli

Do Chile, especial para a Fórum

Nesta sexta-feira (8), um dia depois de o presidente Sebastián Piñera anunciar um pacote de medidas para criminalizar os protestos, o povo chileno respondeu colocando mais de 700 mil pessoas nas ruas de Santiago, e outras centenas de milhares em outras cidades pelo país.

A principal consigna do protesto foi “renúncia Piñera”, embora também tenha sido bastante escutado o canto de “Piñera conchetumadre (palavrão chileno semelhante ao fdp), assassino, igual ao Pinochet”.

O projeto apresentado por Piñera na quinta (7) visa aumentar o poder de ação de policiais e militares durante manifestações, além de criar um novo departamento de inteligência, que alguns analistas dizem temer que possam se assemelhar aos utilizados durante a ditadura de Augusto Pinochet.

O protesto de hoje voltou a mostrar a força das ruas, com uma aceitação três vezes maior que a da sexta-feira passada (1º de novembro), que reuniu pouco mais de 200 mil pessoas na capital, e mais próxima do histórico 25 de outubro, quando somente em Santiago estiveram presentes mais de 1 milhão de pessoas.

Apesar de ter sido pacífico durante a maior parte do tempo, o evento terminou com os inevitáveis ataques das forças policias, com gases lacrimogêneos e balas de chumbinho, que geraram reação imediata dos manifestantes, e a posterior confrontação.

Ao final do protesto, quando as pessoas se dirigiam para casa, houve um incêndio na Universidade Pedro de Valdivia.

Assistam aos vídeos do protesto no Chile:


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