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14 de novembro de 2019, 14h27

Após perder eleição e patrocinar golpe, Carlos Mesa quer que México proíba Evo Morales de falar sobre política

Na primeira entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (13), Evo enfatizou o envolvimento dos Estados Unidos no golpe, especialmente através da atuação da Organização dos Estados Americanos (OEA)

Carlos Mesa e Evo Morales (Arquivo)

Derrotado nas eleições presidenciais e um dos artífices do golpe de estado na Bolívia, Carlos Mesa agora quer que o governo do México proiba Evo Morales de falar sobre política.

“Queremos denunciar ao mundo e pedir ao governo do México que respeite sua própria tradição histórica e que essegoverno não permita que o senhor Morales continue fazendo uma política destrutiva, divisionista e de confrontação no nosso país”, disse Mesa.

Morales recebeu asilo no México após ser vítima de um violento golpe de estado na Bolívia, que o obrigou a renunciar a presidência da República.

Na primeira entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (13), Evo enfatizou o envolvimento dos Estados Unidos no golpe, especialmente através da atuação da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Segundo ele, “a OEA está a serviço do império norte-americano. Não trabalha em favor dos povos latino-americanos, e muito menos dos movimentos sociais”. Além disso, Evo propôs que a entidade mudasse seu nome para “Organização dos Estados do Norte”.

Outro ponto importante da entrevista foi quando disse que, se o cenário de confrontação em seu país continuar, ele poderia voltar para dialogar uma saída. “Se meu povo pedir, estamos dispostos a voltar e trabalhar para apaziguar o país”. Segundo ele, “a única forma de parar esta situação é com um diálogo nacional”.

Aos comandantes militares e policiais, Evo também dirigiu um pedido: “Que não se manchem com sangue do povo que está protestando agora”.

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