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05 de junho de 2018, 19h19

Após pressão de palestinos, Argentina cancela amistoso com seleção de Israel

Nos últimos dias, manifestantes e entidades ligadas à causa palestina encamparam protestos contra a seleção da Argentina por conta do jogo preparatório para a Copa do Mundo que ocorreria no sábado contra (9) contra Israel

Reprodução/Facebook AFA

A Associação dos Esportes da Argentina (AFA) informou, nesta terça-feira (5), que suspendeu o jogo amistoso entre a seleção Argentina e Israel, que ocorreria no sábado (25) em Jerusalém. A equipe de Lionel Messi está treinando em Barcelona (Espanha) às vésperas da Copa do Mundo.

A decisão da AFA vem em meio a inúmeros protestos de manifestantes, entidades ligadas à causa palestina e dos próprios jogadores. Inicialmente, a AFA tentou mudar o jogo de Jerusalém para Haifa, o que foi rejeitado pelos jogadores. Atletas como Lionel Messi e Higuain chegaram a se manifestar contra a partida.
“No fim pudemos fazer o correto. Primeiro vem a saúde e o senso comum. Achamos que o melhor era não ir”, disse Higuain à ESPN espanhola.

Em frente ao centro de treinamento onde a seleção argentina está concentrada, espanhóis realizaram, nos últimos dias, protestos contra o amistoso com Israel. Com uniformes da Argentina manchados de vermelho e bandeiras da Palestina, manifestantes simbolizavam o assassinato de palestinos pelas forças israelenses.

Quem também se manifestou contra a partida foi Husni Abdel Wahed, embaixador palestino na argentina. De acordo com Wahed, o jogo seria realizado no dia em que “nós celebráramos o aniversário da ocupação das Malvinas. Isso seria uma aberração, uma falta de respeito e um ataque ao sentimento do povo argentino”, lembrando que o Estado da Palestina, tal como as Malvinas pela Inglaterra, foi ocupado por Israel.

*Com Olé


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