Após Trump, Bolsonaro ameaça deixar a OMS

"Os Estados Unidos saiu. A gente estuda, no futuro: ou a OMS trabalha sem ideologia ou nós vamos estar fora também", afirmou o presidente

O presidente Jair Bolsonaro mandou um recado para a Organização Mundial da Saúde nesta sexta-feira (5), exatamente uma semana depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o rompimento do país com a entidade.

“A OMS é o seguinte, o Trump cortou a grana deles, voltaram atrás em tudo. Um cara que nem é médico. Eu adianto aqui. Os Estados Unidos saiu. A gente estuda, no futuro: ou a OMS trabalha sem ideologia ou nós vamos estar fora também. Não precisamos de gente lá de fora dar palpite na saúde  aqui dentro”, disparou o presidente brasileiro.

Trump abandonou a entidade porque, segundo ele, a OMS estaria aparelhada pela China. Principal financiadores da organização os EUA arcavam com US$ 450 milhões por ano, que serão remanejados para outras entidades internacionais.

Bolsonaro ainda comentou sobre a declaração do estadunidense contra as medidas tomadas pelo Brasil diante da pandemia. “É meu amigo, é meu irmão. Falei com ele essa semana. Tivemos uma conversa maravilhosa. Um abraço Trump.O Brasil quer cada vez mais aprofundar o nosso relacionamento. Torço para que seja reeleito. Trump, aquele abraço”, disse.

Trump afirmou nesta sexta-feira que se tivesse agido como Bolsonaro, coronavírus teria matado até 2,5 milhões nos EUA. “Se você olhar para o Brasil, eles estão passando por dificuldades. Eles estão seguindo o exemplo da Suécia, que também está passando por dificuldades terríveis. Se tivéssemos agido assim, teríamos perdido 1 milhão, 1,5 milhão, talvez 2,5 milhões de vidas ou até mais”, afirmou.

Com informações do Correio Braziliense

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Direto da Redação da Revista Fórum.

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