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28 de dezembro de 2019, 21h51

Após Venezuela pedir repatriação de militares envolvidos em assalto, Itamaraty diz que pode conceder refúgio

Na semana passada, a Venezuela acusou o Brasil de dar apoio a um grupo responsável por ataques contra unidades militares no Sul daquele país, perto da fronteira com o estado de Roraima

Jair Bolsonaro e Nicolás Maduro (Agência Brasil/Montagem)

Poucas horas depois de o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, solicitar a repatriação de cinco militares envolvidos em um assalto a um destacamento das Forças Armadas que foram capturados pelo Exército brasileiro na fronteira do Amapá, o Itamaraty anunciou que pode conceder status de refugiados e abrigar os venezuelanos em solo brasileiro.

“Os cinco militares venezuelanos localizados em território brasileiro (…) durante patrulhamento de rotina na fronteira foram recebidos neste sábado (28 de dezembro) pela Força Tarefa Logística Humanitária Operação Acolhida, onde iniciarão os procedimentos para a solicitação de refúgio no Brasil, a exemplo de outros militares venezuelanos em situação similar. A Força Tarefa (…) tem prestado relevantes serviços no atendimento aos imigrantes venezuelanos na fronteira norte do Brasil, sendo reconhecida e premiada internacionalmente”, anunciou o Itamaraty, segundo o jornal O Globo.

Na semana passada, a Venezuela acusou o Brasil de dar apoio a um grupo responsável por ataques contra unidades militares no Sul daquele país, perto da fronteira com o estado de Roraima.

Na manhã deste sábado, Arreaza divulgou um comunicado anunciando que a Venezuela está tomando as providências diplomáticas para recuperar os militares “capturados” pelas forças brasileiras na última sexta-feira. Segundo ele, a Venezuela não pretende desestabilizar ou trazer prejuízos nas relações com o governo Jair Bolsonaro.

“A Venezuela relata que iniciou procedimentos diplomáticos para a entrega de cinco desertores do exército venezuelano responsável pelo ataque armado ao Batalhão de Infantaria 513 de Gran Sabana, capturado pelas forças de segurança pública brasileiras”, escreveu no tuíte em que divulga a nota do ministério de Relações Exteriores da Venezuela.

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