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22 de junho de 2019, 21h00

Argentina começa hoje campanha presidencial em meio a crise econômica

Mauricio Macri, atual presidente e criticado por cortes e políticas de austeridade, corre atrás da chapa de Cristina Kirchner, líder nas pesquisas

A Argentina lança nesta sábado (22) a campanha à presidência do país em meio a mais uma recessão durante o mandato de Mauricio Macri, que tenta a reeleição. O presidente liberal se opõe Alberto Fernandez, que tem como candidata à vice-presidência a ex-presidente Cristina Kirchner. Ferandez e Kirchner largam com vantagem nas pesquisas, segundo reportagem da agência de notícias France Presse.

O terceiro em disputa é o centrista Roberto Lavagna, que é visto como outsider no cenário polarizado entre o macrismo e o kirchnerismo.

O país vai às urnas em meio a uma recessão que começou no ano passado e deixa pobreza (32% em 2018), desemprego (10,1% no primeiro trimestre deste ano) e inflação (47,6% em 2018 e acumulada mais de 19% até maio passado).

Milhares de pessoas têm caído na pobreza nos últimos meses diante da dramática combinação de falta de trabalho e inflação, especialmente em produtos básicos como leite, carne e pão, e muitos acabam por apelar aos “comedores de caridade”, comuns no país vizinho.

Somam-se a isso aumentos de até 1.000% nas tarifas de eletricidade, gás, água e transporte, que até 2015 eram subsidiadas.

“Não volte ao passado”
Crítico das políticas protecionistas, controles e subsídios que caracterizaram o governo anterior de Cristina Kirchner (2007-2015), Macri sofreu devastadoras corridas às casas de câmbio em 2018 e recebeu uma ajuda do FMI (Fundo Monetário Internacional) de U$ 56 bilhões (R$ 214 bilhões) em troca da promessa de alcançar o equilíbrio fiscal em 2019 e superávit em 2020.

Macri pede “para não voltar ao passado”, em referência ao período Kirchner, porque ele considera que seria equivalente a autodestruição. As pesquisas mais recentes dão à chapa Macri-Pichetto menos de 30% das intenções de voto.

Por outro lado, Alberto Fernández, que reúne diversas correntes de centro-peronismo e à esquerda e é melhor colocado nas pesquisas, com mais de 30% da preferência dos eleitores, exalta as dificuldades econômicas, incluindo a pobreza e desemprego, prometendo “mobilidade social ascendente” e “tornar a Argentina habitável”.

A terceira força na disputa é o ex-ministro da Economia Roberto Lavagna, que tem cerca de 10% das intenções de voto. Seu espaço surgiu em uma tentativa de despolarizar a sociedade, que nos últimos anos tem girado em torno do “crack”, como os argentinos se referem à divisão entre macristas e peronistas.

O primeiro turno na Argentina será realizado em 27 de outubro, quando os eleitores também deverão votar em metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. Diferentemente do Brasil, no país vizinho o candidato que levar 45% dos votos é eleito em primeiro turno, ou 40% com diferença de 10% para o segundo colocado. Não havendo essas condições, em 24 de novembro será realizado o segundo turno.


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