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29 de janeiro de 2020, 13h31

Argentina promove reunião de movimentos sociais e polícia para evitar violência em manifestações

Ministério de Segurança iniciou mesa de diálogo para criar um protocolo de prevenção de conflitos

A ministra Sabina Frederic, ao momento de ser empossada pelo presidente Alberto Fernández (Foto: Página/12)

O principal evento político desta terça-feira (28) em Buenos Aires reuniu representantes das forças de segurança (polícias municipais e federais) da Argentina com representantes dos sindicatos e movimentos sociais, sob a mediação de Sabina Frederic, ministra de Segurança do governo de Alberto Fernández.

A pauta do encontro: iniciar uma mesa de diálogo que, nos próximos meses, terá a missão de estabelecer um protocolo de atuação das policias em manifestações. Com isso, Fernández começa a cumprir uma promessa de campanha, de defender o direito a ser manifestar sem ser reprimido, e o tema volta a ter espaço na Argentina, nos meios de comunicação e dentro da institucionalidade.

Segundo o diário argentino Página/12, as polícias enviaram quatro comandantes de diferentes províncias como seus representantes, e devem nomear um grupo de representantes seus para as próximas reuniões da mesa de diálogo, a pedido da própria ministra Frederic.

Quem comandará os próximos passos desse diálogo será o secretário federal de Articulação do Ministério de Segurança, Gabriel Fucks. Segundo ele, “durante o governo macrista, a ministra Patricia Bullrich (antecessora de Frederic) tentou instalar um discurso de guerra das forças de segurança contra os movimentos sociais e organizações de trabalhadores, e nós queremos mudar isso totalmente”.

Contudo, alguns líderes sociais que participaram deste primeiro encontro aproveitaram para solicitar que também se constitua um protocolo para a atuação policial nas favelas e pequenos povoados rurais do pais, onde afirmam que a repressão também é brutal.

O primeiro encontro aconteceu na sede da Gendarmeria Nacional, em Buenos Aires, e Fucks afirmou ter sentido que “as duas partes mostram que existe vontade de chegar a um acordo, não estamos dizendo que as coisas já mudaram, mas sim que há disposição para isso, inclusive por parte das polícias”.

Ainda não há uma data para a realização do segundo encontro, mas ele deve acontecer em fevereiro, em local designado pelos movimentos sociais.


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