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12 de novembro de 2019, 17h56

“As mulheres se colocam de pé”, dizem manifestantes em marcha até La Paz

Indígenas comparam Evo Morales ao líder aimara Tupac Katari, do século XVIII, e pedem retorno do ex-presidente derrubado por um golpe de Estado

A forte presença de mulheres nas marchas indígenas de El Alto para La Paz, capital administrativa da Bolívia, é notória. A denúncia do golpe de Estado racista, que derrubou o presidente Evo Morales e queimou bandeiras Whipala, faz com que movimentos sociais de todos os cantos ocupem a praça Murillo, principal do país.

“As mulheres se colocam de pé. Os policiais queimaram nossa Whipala. Essa Whipala se respeita, irmão, se respeita. Esses malditos tomaram o presidente como Cristo, mas, por Deus, estamos felizes porque o presidente Evo não está só. Ele está vivo, não o mataram como a Tupac Katari”, declarou uma das manifestantes, bastante emocionada, ao jornalista Marco Teruggi, da TeleSUR.]

A Whipala representa= os povos originários latino-americanos e foi tornada a segunda bandeira oficial da Bolívia pela Constituição de 2008, quando o país se tornou um Estado Plurinacional. Nas comemorações da extrema direita, Whipalas foram queimadas, expondo o lado racista do golpe.

Sob gritos de “Camacho racista, o povo não te quer”, outra manifestantes afirmou que o “povo soberano” está reagindo. “O povo está unido, o povo soberano que deixaram sangrar. A direita está em Santa Cruz empoderada de nosso território, das nossas riquezas, e por isso querem nos humilhar, pisotear nossos direitos como cidadãos. Como se eles fossem os únicos cidadãos, mas nós somos cidadãos. Os leais e soberanos estamos aqui. E vamos fazer com que nos respeitem. Por isso estamos aqui na luta”, disse.

Em outro vídeo que ganhou força nas redes sociais, um grupo de mulheres, bastante emocionadas, pede o retorno de Evo Morales. “Volte, Evo!”, gritam.

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