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30 de Maio de 2019, 14h27

Assange é levado à centro médico prisional com “saúde gravemente deteriorada”

Comunicado publicado pelo WikiLeaks assegura que o ciberativista australiano, preso em Londres desde abril, apresenta "perda de peso de forma dramática"

(Foto: Reprodução)

O portal WikiLeaks publicou recentemente um comunicado expressando sua “grave preocupação” pelo agravamento do estado de saúde de seu fundador, o ciberativista australiano Julian Assange, que se encontra preso em Londres desde abril, quando a Embaixada do Equador, onde ele estava asilado, decidiu entregá-lo à polícia do Reino Unido.

Segundo o comunicado, Assange foi levado ao centro médico da prisão britânica de Belmarsh, onde permanece esperando a decisão sobre uma possível extradição à Suécia ou aos Estados Unidos (ao ser requerido pela Justiça dos dois países). “A saúde de Julian Assange se encontra gravemente deteriorada, após os quase sete anos em que esteve preso na embaixada, e ainda mais agora, que se encontra na prisão de Belmarsh”, denuncia o documento, que também detalha como o ativista tem “perdido peso de forma dramática”.

A partir dessa situação, o WikiLeaks questionou o tratamento que as autoridades do Reino Unido vêm dando a Assange, e a contradição sobre o destino da extradição, já que, formalmente, quem realizou o pedido de captura internacional do australiano foi a Justiça sueca, e não a estadunidense. Também lembrou que nesta quinta-feira (30), a Corte de Westminster iniciará o julgamento do pedido de extradição por parte do governo de Donald Trump.

O comunicado do portal chega a colocar em dúvida “se o Reino Unido é uma nação que respeita os direitos humanos”.

Comunicado do WikiLeaks sobre a situação de Assange (Reprodução)

Equador nega liberdade a amigo de Assange

Além de entregar Assange à polícia do Reino Unido, o Equador também levou a prisão um dos mais importantes amigos do ciberativista: o cidadão sueco Ola Bini, que está preso em Quito desde março, e que nesta semana enfrentou mais uma derrota na Justiça local.

Nesta quarta-feira (29), juíza Yadira Proaño negou um pedido de liberdade após pagamento de fiança para Bini, alegando que a Promotoria do Equador “não foi capaz de precisar qual seria o suposto prejuízo causado” por Bini, acusado de realizar ataques à integridade dos sistemas informáticos do país andino, razão pela qual não seria possível estimar um valor de fiança.

Enquanto isso, o Relator das Nações Unidas para a Liberdade de Expressão, David Kaye, e o Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrária do Conselho de Direitos Humanos, também da ONU, exigiu do Equador que dê explicações sobre a detenção e o processo judicial contra Bini: “sem a intenção de prejulgar os fatos alegados, queríamos expressar nosso lamento, particularmente, porque a prisão e as acusações apresentadas contra o senhor Ola Bini parecem estar conectados ao seu apoio público e sua amizade com Julian Assange”, diz uma parte do documento, que também foi assinado por Edison Lanza, pelo relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Com informações do portal RT en español


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