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21 de junho de 2017, 11h18

Assédio e machismo derrubam fundador da Uber da presidência da empresa

Kalanick vinha sendo criticado por declarações consideradas machistas e politicamente incorretas. Recentemente, ele disse que sente "vergonha" de seu comportamento e que precisa amadurecer.

Kalanick vinha sendo criticado por declarações consideradas machistas e politicamente incorretas. Recentemente, ele disse que sente “vergonha” de seu comportamento e que precisa amadurecer.

Da Redação*

O fundador do Uber, o americano Travis Kalanick, 40, renunciou ao cargo de presidente-executivo da empresa nesta terça-feira (20).

Há uma semana, Kalanick pediu afastamento por tempo indeterminado da empresa. A Uber esteve recentemente no centro de vários escândalos, envolvendo desde acusações de sexismo por parte de membros da diretoria a denúncias de assédio sexual feitas por passageiros do serviço de transporte privado.

O próprio Kalanick vinha sendo criticado por declarações consideradas machistas e politicamente incorretas. Recentemente, ele disse que sente “vergonha” de seu comportamento e que precisa amadurecer.

A informação é do jornal “The New York Times“, que afirma que ele permanecerá no conselho de administração da empresa.

Machismo e assédio

Fundador da empresa em 2009, Kalanick viu sua situação no comando da Uber piorar depois que 20 pessoas foram demitidas, em 7 de junho, por recomendação de uma auditoria que investigou uma série de denúncias de assédio dentro da empresa.

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O estopim foi o depoimento de uma ex-funcionária, Susan Fowler, que trabalhou como engenheira na Uber de novembro de 2015 a dezembro de 2016. Fowler diz ter sofrido assédio moral e sexual dos seus superiores, e afirma que todas as queixas feitas ao departamento de recursos humanos da empresa foram ignoradas.

A acusação foi apenas uma dentre várias outras, o que, junto com a auditoria, levou a críticas de que o sexismo faria parte da cultura da empresa.

Pedido de investidores

Antes da renúncia, cinco dos principais investidores da Uber pediram a saída imediata de Kalanick em uma carta, a qual o “New York Times” teve acesso. Nela, os investidores disseram que a empresa precisava de uma mudança de liderança.

Ao ficar sabendo sobre a carta, Kalanick teria consultado pelo menos um membro do conselho da Uber e, depois de longas discussões com alguns dos investidores, concordado em abandonar o cargo.

“Eu amo a Uber mais do que qualquer coisa no mundo e, neste momento difícil da minha vida pessoal, aceitei o pedido dos investidores para me afastar para que a Uber possa voltar a crescer em vez de se distrair com outra luta”, disse Kalanick ao jornal.

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O conselho da Uber também se pronunciou, dizendo que Kalanick “sempre colocou a Uber em primeiro lugar” e que a sua demissão como executivo-chefe daria à empresa “espaço para abraçar completamente um novo capítulo de sua história”.

*Com informações do New York Times

Foto: Dan Taylor/Commons

 


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