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20 de junho de 2018, 17h56

Atacante da seleção do México pede para que a torcida pare com os gritos homofóbicos

Equipe é alvo de procedimentos disciplinares da Fifa por conta dos gritos de "puto" da torcida aos adversários - o equivalente ao grito de "bicha" que as torcidas encampam no Brasil 

Foto: MSL Soccer

 A Copa do Mundo da Rússia, para além do futebol, vem sendo marcada pelas discussões que envolvem a homofobia e o machismo. Antes do início do mundial, embaixadas de dezenas de países orientaram seus atletas e seus torcedores a serem cautelosos na Rússia, já que o país tem leis que proíbem a homossexualidade. Já a questão do machismo veio à tona com o assédio praticado por alguns torcedores brasileiros que, se aproveitando da falta de conhecimento do idioma falado no Brasil com uma mulher russa, gravaram um vídeo a fazendo repetir frases de cunho machista em português.

A homofobia também vem sendo alvo de discussões por conta dos cantos homofóbicos que algumas torcidas encampam contra os jogadores e torcidas adversárias. Neste sentido, o atacante da seleção mexicana,  Javier “Chicharito” Hernández, pediu nesta quarta-feira (20), através de sua conta no Instagram, que a torcida deixe de lado o grito de “puto” nos estádios.

O grito, para muitos, é considerado homofóbico e equivalente ao grito de “bicha” que algumas torcidas encampam no Brasil.

“Para todos os torcedores mexicanos nos estádios, não gritem ‘puto’. Não vamos arriscar outra sanção”, disse o atleta.

Em seu jogo de estreia na Copa do Mundo o México venceu a Alemanha por 1 a 0 e, na ocasião, a torcida mexicana encampou o grito homofóbico. Pela atitude de seus torcedores, a seleção mexicana é alvo, agora, de procedimentos disciplinares da Fifa.

Durante a campanha de classificação para a Copa, a seleção do México foi punida 12 vezes com multas e notificações devido à postura de seus torcedores.

 


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