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05 de setembro de 2019, 09h44

Ataques à Bachelet faz tag #BolsonaroMiserable liderar assuntos no Twitter com desculpas de brasileiros à ex-presidenta do Chile

"Não tem compostura de presidente, nem de homem" e "chilenos, Bolsonaro não é maioria" são alguns dos comentários que aparecem acompanhados da hashtag no Twitter

Foto: Montagem

As declarações de Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (4), nas quais criticou a ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet, e defendeu a tortura e morte de seu pai, Alberto Bachelet, pela ditadura chilena gerou indignação e sentimento de vergonha nas redes sociais. Como forma de mostrar que a opinião do presidente não representa a maioria dos brasileiros, internautas subiram a tag #BolsonaroMiserable no Twitter e que, nesta manhã de quinta-feira (5), configurava nos Trending Topics do Brasil e do Chile.

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“Não tem compostura de presidente nem de homem”, “chilenos, Bolsonaro não é maioria” e “não somos um povo fascista” são alguns dos comentários que aparecem acompanhados da hashtag no Twitter. Outros perfis aproveitaram a tag para divulgar os atos dos estudantes no próximo sábado (7), convocando as pessoas a usarem preto nas manifestações, também pedindo a saída do presidente.

Além de despertar a ira dos internautas, Jair Bolsonaro também incomodou diversos parlamentares dentro e fora do Brasil. Na Câmara dos Deputados, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) manifestou sua indignação e solidariedade à Bachelet na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Casa.

“É muito grave quando o próprio Presidente da República se dirige a uma mandatária, de expressão internacional, de um organismo como a ONU, usando um tema extremamente grave para aquele país, mas que a todos nos toca, que é a tortura e a ditadura”, afirmou.

Nesta quarta-feira (4), em mais uma saia justa internacional, Bolsonaro publicou nas redes sociais que Bachelet se assemelhava ao atual presidente Emmanuel Macron. “Michelle Bachelet, Comissária dos Direitos Humanos da ONU, seguindo a linha do Macron em se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares”, escreveu o presidente.

Confira alguns tuítes com pedidos de desculpas à Bachelet:


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