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25 de janeiro de 2020, 14h19

Ativista negra da Uganda é cortada de foto em Davos

O ocorrido acabou suscitando uma discussão sobre racismo dentro do ativismo ambiental

Reprodução Twitter

“Agora entendi perfeitamente que quer dizer racismo”, disse a ativista ugandesa Vanessa Nakate ao ser cortada de uma foto oficial em Davos, onde aparecem quatro outras pessoas brancas e de olhos claros, incluindo Greta Thunberg.

“Todos dizendo que eu deveria me colocar no meio está errado! Uma ativista africana tem que ficar no meio  só por medo de ser cortada? Não deveria ser assim!”, escreveu ela em seu twitter.

Em um vídeo incômodo, Nakate dá o nome a agências, incluindo a Associated Press, dos EUA, que a teriam removido da foto. A AP, que já retirou a foto, disse não haver “más intenções”. Porém, outras agências, como a Reuters, erraram seu nome e a confundiram com outra ativista negra, Natasha Mwansa, da Zambia.

A própria Greta se solidarizou com a ativista.”Sinto muito que tenham feito isso com você… Você é a última que mereceria isso! Estamos todos gratos pelo que você tem feito e todos mandamos amor e apoio! Espero te ver de novo”, disse a jovem em resposta ao vídeo.

“Ele achou que o prédio atrás seria uma distração do foco”, disse David Ake, o diretor de fotografia da AP, argumetando que o fotógrafo tomou a decisão por questões “de composição”.

No vídeo, ela fala sobre o apagamento das vozes de pessoas negras e não brancas nas questões climáticas, dando ênfase ao fato de que pessoas que se parecem com ela são as mais vulneráveis ao aquecimento global.

“Nós não merecemos isso. A África é o continente que menos emite carbono, mas somos o mais afetado pela crise climática”, disse Vanessa. “Vocês apagarem nossas vocês não vai mudar nada, vocês apagarem nossa história não vai mudar nada.”

Apoiadores e ativistas do clima vieram em sua defesa, começando uma conversa sobre racismo dentro de ambientes de ativismo ambiental.


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