Justiça condena ativistas que protestaram contra Bolsonaro em embaixada

O movimento Extinction Rebellion sustenta que lutar contra o governo "genocida e ecocida" de Jair Bolsonaro é "necessidade"

Três ativistas que participaram de uma ação direta na Embaixada do Brasil no Reino Unido em setembro de 2019 foram condenados pela justiça britânica na última semana. Os manifestantes podem pegar até 18 meses de prisão por ” cometer danos criminais” durante um protesto não violento.

Os ativistas integram o Extinction Rebellion e promoveram a mobilização em meio a uma série de protestos internacionais que coincidiram com a primeira marcha nacional de mulheres indígenas em Brasília, em 13 de setembro de 2019.

Durante o protesto de Londres, tinta vermelha foi jogada na embaixada e mensagens como “pare o ecocídio”, “chega de sangue indígena”, “caos climático” e “faça leis sobre o ecocídio” foram estampadas nas paredes.

Seis foram detidos já naquela ocasião e três tiveram condenação confirmada. “A verdadeira justiça é justiça moral. A justiça moral não ocorreu no tribunal hoje. Esta decisão valida um sistema ecocida tóxico”, disse a defesa dos manifestantes.

O movimento afirma que lutar contra o governo “genocida e ecocida” de Jair Bolsonaro é uma “necessidade”. Eles destacam que desde que a ação ocorreu, o desmatamento da Amazônia continuou a avançar rapidamente. Foram 8.000 km2 perdidos em 2020 e mais de 7.000 km2 já em 2021.

“A Amazônia vai colapsar se Bolsonaro seguir como presidente”, sustentam.

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global

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