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13 de janeiro de 2020, 11h57

Bento XVI quebra silêncio e critica decisão de Papa Francisco sobre casamento de padres na Amazônia

O religioso alemão assegurou ao seu sucessor argentino que evitaria declarações, para não polemizar com seu papado, mas acaba de publicar um livro, no qual participa como co-autor, onde critica a iniciativa de Francisco de abrir uma janela para a ordenação de padres casados

Papas Francisco e Bento XVI (Foto: Vaticano)

Quando deixou a Santa Sé, em fevereiro de 2013, o papa emérito Bento XVI prometeu a Francisco que se manteria afastado das decisões do Vaticano para não prejudicar ou polemizar com o sucessor – situação que, inclusive, está retratada no recente filme “Dois Papas”, que recria as circunstâncias da transição entre ambos.

Porém, a efetividade da promessa terminou nesta segunda-feira (13), com a publicação de um livro co-escrito pelo religioso alemão (seu verdadeiro nome é Joseph Ratzinger) e pelo cardeal guineense Robert Sarah.

A obra, cujo título original é “From the Depths of Our Hearts” (“Das Profundezas dos Nossos Corações”, em tradução livre), que chega às livrarias nesta segunda-feira (13), é um documento de forte discurso conservador, que defende o celibato na Igreja e não esconde sua pressão contra as iniciativas que visam mudar as regras sobre o tema.

Tendo em vista o documento final do Sínodo da Amazônia, que propôs uma flexibilização que permita a ordenação de homens casados como padres, pode-se dizer que o livro de Ratzinger e Sarah é uma clara resposta a essa proposta: já na introdução, os autores dizem que não poderiam ficar em silêncio sobre o documento final do evento, “ainda mais depois da polarização que isso gerou na comunidade mundial de 1,3 bilhão de pessoas que seguem a nossa religião”.

Outros trechos do livro foram revelados neste domingo (12) pelo jornal francês Le Figaro. Numa das passagens de sua autoria, o papa emérito defende a tradução milenar do celibato e sua importância para que os padres se concentrem em sua vocação: “não me parece que seja possível exercer as duas vocações (o sacerdócio e o casamento) ao mesmo tempo”.

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