sábado, 24 out 2020
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Bernie Sanders lidera pedido para investigar participação da OEA em golpe na Bolívia

Grupo de 28 congressistas é encabeçado pelo senador ícone da esquerda estadunidenses e se baseia em análises de especialistas sobre um informe errôneo da entidade, que foi o principal argumento dos setores golpistas

O Congresso dos Estados Unidos registrou, nesta terça-feira (22), um pedido de investigação sobre o papel desempenhado pela OEA (Organização dos Estados Americanos) nos acontecimentos registrados na Bolívia entre os meses de outubro e novembro de 2019.

A solicitação é apoiada por um grupo de 28 membros do Senado e da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, encabeçado pelo senador Bernie Sanders, líder do setor mais progressista do Partido Democrata estadunidense e duas vezes pré-candidato presidencial.

O grupo pede que seja investigada uma suspeita de que a OEA foi partícipe de um golpe de Estado na Bolívia em 2019, devido a que seus observadores produziram um informe sobre as eleições de outubro de 2019, acusando uma suposta fraude no processo que reelegeu o presidente Evo Morales, naquele então.

O informe da OEA foi o principal argumento utilizado pelos grupos que derrubaram Morales, com o apoio das Forças Armadas. Entretanto, meses depois, ao menos três institutos diferentes acusaram o informe da OEA de estar equivocado e de não conter nenhuma evidência de que houve fraude. Portanto, a vitória de Evo deveria ter sido confirmada.

Além de Sanders, quem também apoia o pedido é o grupo chamada “o esquadrão”, formado por quatro mulheres congressistas que estão entre as mais badaladas dos Estados Unidos, especialmente por suas posturas progressistas. São elas: Ilhan Omar, Ayanna Pressley, Rashida Tlaib e Alexandria Ocasio-Cortez.

O pedido dos congressistas estadunidenses foi celebrado pelo ex-presidente Evo Morales, em uma mensagem pelo Twitter:

Victor Farinelli
Victor Farinelli
Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).