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12 de dezembro de 2019, 20h01

Boca de urna: Boris Johnson derrota com ampla vantagem Jeremy Corbin

Boris Johnson prometeu que se ganhasse a eleição acabaria com a novela do Brexit; conservadores devem ampliar o número de assentos na Câmara dos Deputados; trabalhistas devem diminuir bancada na Casa dos Comuns

Boris Johnson - Foto: Reprodução/YouTube

A média das pesquisas da última semana já colocava os Conservadores como favoritos para o pleito no Reino Unido. Após derrotas significativas nas eleições para o parlamento europeu e nas eleições locais de 2019, além de um período de bastante instabilidade na política britânica, parece que veremos o fortalecimento do Partido Conservador.

Segundo a pesquisa de boca de urna, divulgada às 22h (de Londres), o partido do primeiro-ministro Boris Johnson deve conquistar uma vitória expressiva na eleição geral desta quinta-feira (12), conquistando cerca de 368 assentos no parlamento, o que representaria um saldo positivo de mais de 50 parlamentares em relação a última eleição. O  número é suficiente para conquistar uma ampla maioria, sem sequer precisar de alianças com outros partidos.

O partido Trabalhista, do líder Jeremy Corbyn, segundo a pesquisa de boca de urna, deve ter um desempenho abaixo das expectativas da última semana, atingindo 191 deputados, cerca de 70 menos que na última eleição. Já o Partido Nacional Escocês também deve ter um desempenho abaixo das expectativas das últimas semanas, com uma queda de 20 deputados, atingindo 55 parlamentares – se a boca de urna se confirmar. Queda também indicada para os Liberais Democratas.

Aparentemente, os britânicos cansaram da grandiosa indefinição política e insegurança jurídica gerada no país desde o referendo do Brexit (2016) e estão cedendo ao populismo eurocético com retoques nacionalistas de Johnson.

No governo desde 2010, os Conservadores – se vencerem, apesar da promessa de acabar com a novela do Brexit – terão desafios gigantescos para o futuro do país. Se confirmada a vitória expressiva de Johnson hoje, muito acima das pesquisas da semana passada, ele aprofundará a linha política governamental com políticas econômicas liberais conservadoras, de austeridade e privatização de serviços públicos, dentre os quais destaca-se o debate sobre os custos de saúde e transporte para população.

Muito além do Brexit encomendado para janeiro de 2020 (sob olhar do parlamento), o novo governo britânico terá também problemas de um reposicionamento geopolítico não só com a União Europeia, assim como com os Estados Unidos, mas também terá que lidar com a crescente pobreza, o sentimento anti-imigração e fuga de capitais dos últimos três anos.

 


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