Fórum Educação
16 de dezembro de 2019, 23h10

Bolívia: Evo Morales lista 5 possíveis sucessores que podem disputar as eleições de 2020

"Estou certo que vamos ganhar as eleições", afirmou o presidente deposto pelo golpe de Añez e Camacho

Reprodução/C5N

Em entrevista concedida ao canal argentino C5N, Evo Morales, presidente da Bolívia derrubado por um golpe de Estado, comentou sobre o panorama eleitoral do seu partido, o Movimiento Al Socialismo (MAS), para as eleições presidenciais do ano que vem. Ele citou cinco nomes que podem ir às urnas em defesa de seu legado construído nos últimos 15 anos na liderança do país andino.

Refugiado na Argentina, Morales será o responsável por chefiar a campanha eleitoral do MAS no próximo pleito, e colocou algumas cartas na mesa em conversa com o jornalistas Gustavo Sylvestre. Diego Pary (ex-chanceler), David Choquehuanca (ex-chanceler), Andronico Rodriguez (líder sindical), Luis Arce Catacora (ex-ministro da economia) e Adriana Salvatierra (senadora) são, segundo o ex-líder sindical, os nomes que podem encabeçar a disputa.

Até o momentos, os dois nomes tidos como mais forte são os de Rodriguez e Salvatierra. O primeiro tem 30 anos e é um promissor líder cocaleiro e cientista político. A segunda ocupou a presidência do Senado antes do golpe que levou Jeanine Añez para a presidência do país.

Apesar de acreditar que pode acontecer alguma tentativa de fraude por parte do grupo que tomou o poder, já que segundo ele “quando os Estados Unidos morde, ele não solta”, Evo está confiante. “Chego na Argentina depois de um mês forte. [Estou] fortalecido, convencido de que a luta política, ideológica, programática e social segue. Estou certo que vamos ganhar as eleições”, disse.

Na conversa, ele ainda afirmou que o golpe foi por causa do lítio. “Esse é um golpe ao lítio. Não é apenas um golpe a um índio por parte dos gringos, mas às nossas políticas sociais. Demostramos que é possível outra Bolívia. Sem o FMI, sem o sistema capitalista, que sempre chantageia e condiciona os governos progressistas com as privatizações. Nosso delito como movimento político foi ter nacionalizado os recursos naturais, ter reduzido a desigualdade, a pobreza, ter crescido economicamente”, detalhou Morales.

Audiência

A entrevista gerou grande repercussão na Argentina. Índices de audiência apresentados por Sylvestre mostram que durante a participação de Evo o canal liderou isolado entre os canais de notícias, obtendo mais da metade do share (percentual de televisores ligados no canal) do nicho. A hashtag #EvoenM1 também ocupou o primeiro lugar dos assuntos do momento no Twitter.


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