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03 de janeiro de 2020, 19h41

Bolsonaro: Brasil não tem forças para opinar sobre Irã x EUA

O presidente afirmou que o Brasil precisa "evoluir" para poder comentar sobre o assunto; em 2010, o país teve papel importante nas negociações de acordo nuclear da AIEA com o Irã

Bolsonaro durante reunião bilateral com Trump - Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro se esquivou de comentar sobre o ataque aéreo orquestrado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o general Qasem Soleimani, comandante da Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã. Ele justificou a posição afirmando que o Brasil não possui armas nucleares.

“A nossa linha é pacífica porque, afinal de contas, não temos forças armadas nucleares para poder dar opinião tranquilamente sem sofrer retaliações”, declarou Bolsonaro em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, do Brasil Urgente, da Band. Ele ainda criticou o fato do Brasil ter “aberto mão” da questão nuclear. “Nós queremos paz, mas uma velha máxima no meio militar diz que quem quer paz tem que se preparar para a guerra”, completou.

O ex-capitão ainda pregou que o Brasil precisa “evoluir” para estar no patamar de outros países. “Não adianta ter um monte de diplomata do Itamaraty bom de saliva se quando acaba a saliva entra a pólvora. E o Brasil, para se inserir nesse mundo de falar mais em igualdade com outros países, tem que evoluir ainda. A gente não vai tirar proveito de uma possível guerra”, disse.

Diplomacia

Apesar da postura de Bolsonaro, em 2010 o Brasil foi um dos países que conseguiu articular com o Irã a assinatura de um acordo nuclear com parâmetros propostos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O texto não entrou em vigor em razão da resistência dos Estados Unidos, mas o ex-presidente Lula, ao lado do governo da Turquia, teve papel importante nas negociações.

O acordo nuclear do Irã com países europeus e com os Estados Unidos foi assinado em 2015. Em 2018, Trump decidiu unilateralmente deixar o tratado.


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