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01 de abril de 2019, 11h33

Bolsonaro visita Igreja do Santo Sepulcro, em território ocupado por Israel em Jerusalém

O Santo Sepulcro fica na cidade antiga de Jerusalém, que por sua vez, está na porção Oriental da cidade. Área considerada ocupada ilegalmente por Israel por resoluções da ONU

Bolsonaro em visita a Israel (Alan Santos/PR)

Por Pedro Moreira, de Jerusalém, especial para a Fórum

O Presidente Jair Bolsonaro esteve, nesta segunda-feira (1°) na Igreja do Santo Sepulcro, na cidade antiga de Jerusalém. A Igreja milenar foi construída no local em que a tradição cristã acredita que Jesus tenha vívido seu último martírio, com a crucificação, morte e ressurreição.

A comitiva foi recebida pelos representante da Igreja Católica Ortodoxa Grega, da Igreja Católica Romana e da Igreja Apostólica Armênia, que dividem a administração do local sagrado.

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O Santo Sepulcro fica na cidade antiga de Jerusalém, que por sua vez, está na porção Oriental da cidade. Área considerada ocupada ilegalmente por Israel por resoluções da ONU.

A cidade antiga, uma área de cerca de 3 km2 cercada por uma muralha, abriga os locais sagrados das três maiores religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

Pelo plano de partilha da Palestina aprovado na ONU em 1947, que previa a criação do Estado de Israel e do Estado da Palestina, a cidade antiga permaneceria fora dos limites dos dois países, sendo administrada por uma força internacional.

Como o Estado palestino não foi criado, esse pequeno pedaço de terra ficou sob a administração da Jordânia, até 1967, quando foi ocupada pelas tropas israelenses durante a Guerra dos Seis Dias.

Conforme a agência EFE noticiou no sábado (30), a integrante do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) Hanan Ashrawi classificou como “totalmente inaceitável” a inclusão de Jerusalém Oriental na agenda da visita oficial de Bolsonaro a Israel.

Ainda segundo a EFE, Ashrawi afirmou que “Jerusalém Oriental é território palestino ocupado”, condenando especialmente o fato de o gabinete de Bolsonaro mencionar sua visita ao Santo Sepulcro como parte da sua estadia em Israel.

Oficialmente, o Brasil não reconhece a soberania israelense sobre Jerusalém Oriental e Cisjordânia, territórios ocupados desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.


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