Fórumcast #20
17 de dezembro de 2018, 12h09

Bolsonaro volta atrás e desconvida Cuba e Venezuela para a sua posse

A decisão de retirar os convites foi tomada em um segundo momento, por “recomendação” do governo eleito. A medida “exigiu uma nova comunicação a esses dois governos”, segundo o Itamaraty

Foto: Reprodução

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta segunda-feira (17) que convidou, e depois, por recomendação da equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, desconvidou, os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, para a posse de Jair Bolsonaro em 1º de janeiro.

O convite enviado a Maduro suscitou uma troca de versões entre o governo venezuelano e o futuro governo brasileiro.

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Ernesto Araújo, futuro ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro, afirmou pelo Twitter no domingo (16) que o presidente da Venezuela não foi convidado para a posse, pois, segundo ele, “não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira”. Bolsonaro reforçou a informação de que não receberá Maduro na posse.

“Em respeito ao povo venezuelano, não convidamos Nicolás Maduro para a posse do PR Bolsonaro. Não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira. Todos os países do mundo devem deixar de apoiá-lo e unir-se para libertar a Venezuela.”

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O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, por  sua vez, informou que o presidente do país vizinho foi convidado para a solenidade em Brasília.

O Itamaraty registrou que recebeu da equipe do presidente eleito “a recomendação de que todos os chefes de Estado e de governo dos países com os quais mantemos relações diplomáticas deveriam ser convidados” para a posse.

A decisão de retirar o convite a Cuba e Venezuela foi tomada em um segundo momento, também por “recomendação” do governo eleito. A medida “exigiu uma nova comunicação a esses dois governos”, segundo o Itamaraty.

Leia a íntegra da resposta do Itamaraty:

Toda a organização da posse é feita em coordenação com o governo eleito. Os atos são formalizados pelo governo atual (até primeiro de janeiro de 2019, como previsto na Constituição), após consulta à equipe que assumirá na ocasião.

Sobre os convites, inicialmente, o Itamaraty recebeu do governo eleito a recomendação de que todos os chefes de Estado e de Governo dos países com os quais mantemos relações diplomáticas deveriam ser convidados e assim foi providenciado. Em um segundo momento, foi recebida a recomendação de que Cuba e Venezuela não deveriam mais constar da lista, o que exigiu uma nova comunicação a esses dois governos.

Com informações do G1

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