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07 de janeiro de 2020, 06h30

Brasil na guerra: Irã convoca representante da embaixada brasileira após nota do Itamaraty

No comunicado, o ministério de Relações Exteriores brasileiro alega que está pronto para somar esforços na "luta contra o terrorismo"

Foto: Alan Santos/PR

A nota publicada pelo Itamaraty em apoio à ação militar dos Estados Unidos no Irã, que teve como uma de suas vítimas o general Qassem Soleimani, desagradou o país do Oriente Médio. Nesta segunda-feira (6), a encarregada de negócios da embaixada do Brasil no país, Maria Cristina Lopes, foi convocada para prestar esclarecimentos.

No comunicado publicado na última sexta-feira (3), o Ministério de Relações Exteriores do Brasil alega defender “o combate ao terrorismo”, mas sem comentar diretamente sobre o assassinato do general iraniano. “Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o Governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”, dizia a mensagem.

No texto, o governo brasileiro acescenta que está pronto para somar esforços na “luta contra o terrorismo”. “O Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento”, escreveu o Itamaraty. No entanto, o assessor internacional Reza Marashi, diretor de pesquisas do Conselho Nacional Iraniano Americano, disse que os assessores de Trump viam o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani como uma espécie de vingança pelos seguidos fracassos de seus projetos para a região.

Nesta segunda, partidos e parlamentares de oposição criticaram a posição do governo Bolsonaro. Segundo o PT, o Brasil “age como vassalo dos Estados Unidos ao apoiar a infame operação e instigar a escalada de guerra”. Para o PCdoB, “é inadmissível que o governo Bolsonaro envolva o Brasil nesta aventura gravíssima”. Deputados de PDT e PSOL também se manifestaram em tom crítico.

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