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27 de junho de 2019, 17h32

Capitã da seleção dos EUA manda recado a Donald Trump: “não irei à p… da Casa Branca”

As farpas entre a meia Megan Rapinoe e o presidente Donald Trump começaram quando ele criticou a postura da atleta de não cantar o hino durante os jogos da Copa do Mundo Feminina, como forma de protesto contra o racismo e a violência policial nos Estados Unidos.

Reprodução

Talvez no Brasil esteja em falta a figura do futebolista com posições políticas mais progressistas, mas nos Estados Unidos há pelo menos um caso: a capitã da seleção feminina de futebol, Megan Rapinoe.

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Nos últimos dias, a meia estadunidense vem travando uma intensa troca de farpas com ninguém menos que o presidente do seu país, Donald Trump. Tudo começou quando o magnata criticou Rapinoe por não cantar o hino nacional durante as partidas da Copa do Mundo de Futebol Feminino, que acontece na França.

A decisão de Rapinoe de não cantar o hino é uma forma de protesto contra o racismo e a violência policial nos Estados Unidos. A mesma atitude tem sido tomada por atletas de algumas ligas esportivas estadunidenses, como as ligas de basquete NBA e WNBA (masculino e feminino, respectivamente), e a liga de futebol americano NFL.

Mas a jogadora não parou por aí. Em entrevista à revista Eight by Eight, a capitã estadunidense assegurou que, caso a sua seleção conquiste o título mundial na França, ela não participará da tradicional visita das campeãs à Casa Branca. “Eu não vou à p… Casa Branca, não (…) sequer seremos convidadas, duvido que isso aconteça”, disse Rapinoe, ao ser perguntada sobre essa possibilidade, após a vitória da equipe sobre a Espanha, nas oitavas de final da competição.

Contudo, Trump não deixou Rapinoe sem resposta, e contra-atacou com uma série de tweets: “No nosso país as ligas e os times adoram visitar a Casa Branca. Sou um grande fã da Seleção e do futebol feminino, mas Megan deve VENCER primeiro e FALAR só depois! Termine o trabalho! Ainda não havíamos convidado a Megan e o resto do time, mas agora eu estou convidando a SELEÇÃO, vencendo ou ganhando. Megan nunca deve desrespeitar nosso país, a Casa Branca e a nossa bandeira. Tenha orgulho da bandeira que você está vestindo. Os Estados Unidos devem se fazer GRANDES!”, escreveu.

Esta não é a primeira confusão entre Donald Trump e o mundo do esporte estadunidense: em 2017, a equipe inteira dos Golden State Warriors, então campeão da NBA, também rejeitou o convite para visitar a Casa Branca após o título, e também quebrando uma tradição no país.


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