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18 de fevereiro de 2020, 14h48

Carta assinada por mais de 100 médicos pede fim da tortura a Julian Assange “antes que seja tarde”

Fundador do WikiLeaks completou dez meses em prisão, e as preocupações por seu estado de saúde estão mobilizando cada vez mais pessoas nos Estados Unidos e no Reino Unido.

(Foto: Reprodução)

A revista britânica The Lancet, uma das mais importantes publicações especializadas em medicina do mundo, publicou em sua edição mais recente, lançada neste fim de semana, uma carta assinada por 117 médicos e psicólogos de 18 países diferentes, exigindo “o fim da tortura psicológica” contra o ativista australiano Julian Assange.

Segundo os especialistas, Assange tem sido torturado e ainda não recebeu os cuidados médicos adequados que necessita, ainda mais considerando que se aproxima cada vez mais as datas das audiências que terá que enfrentar na Justiça – no dia 25 de fevereiro, o ativista iniciará uma série de visitas aos tribunais, dentro do processo que decidirá sua extradição ou não aos Estados Unidos, onde enfrentará uma causa que pode lhe render até 175 anos de prisão.

Porém, os médicos alegam que sua condição física o impedem de participar adequadamente de sua defesa. “Desde que os médicos começaram a avaliar o senhor Assange na embaixada do Equador, em 2015, a opinião médica especializada, e as recomendações urgentes dos médicos, têm sido constantemente ignoradas”, diz a carta, escrita por um grupo conhecidos como Doctors for Assange (“Médicos por Assange”).

A denúncia dos médicos não é nova. Em maio passado, Nils Melzer, especialista em tortura da ONU (Organização das Nações Unidas), em conjunto com outros dois médicos especializados na avaliação de vítimas de tortura, concluiu que o fundador do WikiLeaks apresentava sintomas de tortura psicológica.

Em seu informe, Melzer assegurou que “não há dúvidas de que Assange está mostrando efeitos de tortura psicológica, e se sente traído pelos sistemas de justiça do Reino Unido, dos Estados Unidos e da Austrália”. Além disso, também afirmou que “não se trata de torturas leves”, e que elas poderiam inclusive colocar em risco a vida do ativista.


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