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28 de maio de 2020, 15h10

Casa de Papel: Venezuela propõe à ONU usar ouro do Banco da Inglaterra para comprar comida e medicamentos

As reservas venezuelanas de 31 toneladas de ouro foram tomadas pelos ingleses em 2018

Foto: Presidência da Venezuela/Fotos Publicas

O governo da Venezuela segue tentando tomar de volta as reservas de ouro do país retidas no Banco da Inglaterra. Nesta quinta-feira (28), o país anunciou que se aproxima de um acordo com a Organização das Nações Unidas para reverter parte dessas reservas em medicamentos e mantimentos em razão da pandemia do coronavírus.

“Acordamos com o Programa das Nações Unidas (PNUD) que eles recebam os fundos diretamente. Essa não é a minha palavra, não sou eu que estou dizendo que vou comprar alimentos, remédios e contratar equipes médicas. São as Nações Unidas que estão dizendo e eles não vão fazer nada no escuro, que não seja neutro e independente”, afirmou o presidente do Banco da Venezuela, Calixto Ortega Sánchez, à agência Reuters.

A briga entre o governo venezuelano e o Banco da Inglaterra se estende desde outubro de 2018. O país tenta repatriar as barras de ouro que já equivalem a 1,2 bilhão de dólares, mas o Reino Unido se nega a entregar por reconhecer o deputado Juan Guaidó como “presidente” do país.

A polêmica se acirrou nos últimos meses em razão da necessidade de investimento estatal para conter a crise sanitária, social e econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Na próxima semana, a justiça britânica deve decidir sobre um reclamo apresentado pelo país.

Na terça-feira, a vice-presidenta da Venezuela, Delcy Rodríguez, denunciou um esquema organizado por Guaidó para se apropriar do ouro. “O governo dos Estados Unidos e todos os que participaram do contrato para intervir no país pretendem tirar o ouro da Venezuela. […] O Banco da Inglaterra, em conluio com criminosos de colarinho branco como Guaidó, decidiu fazer um plano para manter o ouro da Venezuela, a herança pública do país”, declarou.

“Vamos exercer todas as ações correspondentes para a defesa das reservas da Venezuela, para que a lei da imunidade soberana seja respeitada, para que a soberania jurisdicional da Venezuela seja respeitada”, completou Rodríguez.
Com informações do RT


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