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10 de fevereiro de 2020, 23h59

Caso de estupro provoca quatro dias seguidos de protestos em cidade na fronteira com a Venezuela

Em Paracaima, no Estado de Rorraima, manifestantes cobram ações do governo para enfrentar a violência na região fronteiriça. Caso que despertou a reação popular teria envolvido uma vítima venezuelana, e um suspeito que também seria dessa mesma nacionalidade.

A fronteira do Brasil com a Venezuela, em Paracaima, Roraima (foto: Wikipedia)

Um grupo de habitantes da cidade de Paracaima, no Estado de Rorraima, realizou nesta segunda-feira (10), uma manifestação na BR-174, que dá acesso à cidade.

O ato marcou o quarto dia seguido de protestos na cidade, que também teve seu comércio completamente fechado – um comerciante que chegou a abrir suas portas foi orientado pela Polícia Militar local a não fazê-lo.

A iniciativa, iniciada na última sexta-feira (7), conta com o apoio de organizações civis e até de grupos indígenas que vivem nos arredores do perímetro urbano. Os manifestantes reclamam da falta de segurança na cidade e usaram o ato para cobrar as autoridades municipais por medidas mais contundentes no combate ao crime.

O caso que acendeu a faísca das manifestações em Pacaraima foi o estupro de uma adolescente venezuelana, de 15 anos. O suspeito de tê-la atacado também seria um homem venezuelano que vive na cidade – e que se encontra preso pela Polícia Militar, com prisão preventiva decretada pela Justiça local.

Durante a tarde, um grupo de policiais tentaram desmontar as barricadas colocadas na BR-174, mas terminaram sendo atacados por pedras. Reagiram jogando bombas de gás lacrimogêneo. Também prenderam um dos manifestantes durante o confronto.

Paracaima fica a 215 km de Boa Vista, capital de Rorraima, e é a principal porta de entrada de venezuelanos no Brasil, devido à dura situação econômica que seu país natal vive.


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