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28 de janeiro de 2020, 08h46

Casos de coronavírus são registrados em todo o mundo; Hong Kong fecha fronteira com a China

OMS passou a classificar como "elevado" o risco de disseminação do coronavírus, que já causou 106 mortes na China. Há registros de contaminação na Europa e Japão. No Brasil, jovem de 22 anos está sendo monitorada em MG

Cidade de Wuhan, onde o coronavírus já deixou mais de 100 mortos (Reprodução/Twitter)

Com mais de 4,5 mil casos detectados e a primeira, das 106 mortes, ocorrida em Pequim, o coronavírus tem causado pânico em muitos países que já registram casos suspeitos de pessoas que viajarm para a China. No Brasil, uma jovem de 22 anos está sendo monitorada pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais.

Nesta terça-feira (28), o governo de Hong Kong suspendeu as linhas férreas que ligam o território ao continente chinês. Segundo a BBC, serviços de balsas, ônibus e o transporte aéreo foram reduzidos e as fronteiras estão bloqueadas.

No domingo, foi proibida a entrada no território de moradores da província de chinesa de Hubei. Das 106 mortes, 100 foram registrada em Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, considerada como epicentro da doença.

No cenário internacional, a Mongólia foi o primeiro país a fechar as fronteiras terrestres com a China, enquanto a Malásia tem proibido as pessoas da província chinesa de Hubei, a mais afetada, de viajarem ao país. Já a Alemanha e a Turquia desaconselham seus cidadãos a viajarem para território chinês.

Alemanha e Japão
Na Europa, a Alemanha confirmou o primeiro caso de infecção pelo coronavírus na cidade de Starnberg, na região da Bavária. Um homem de 33 anos foi internado após receber a visita de um colega chinês na semana passada.

No Japão, um motorista de ôninus que transportou turistas chineses recentemente foi infectado pelo vírus. É o primeiro caso comprovado da doença em território japonês.

Há suspeitas de contaminação pelo vírus ainda na França, Arábia Saudita, Nepal, Tailândia, Sri Lanka, Malásia, Singapura, Austrália, Vietnã e Coreia do Sul.

OMS
Nesta terça-feira (27), a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a classificar como “elevado” o risco internacional de contaminação pelo coronavírus, corrigindo um “erro de formulação”, que havia apontado o risco como “moderado”.

A OMS só utiliza esse termo para epidemias que exigem certa reação global, como a gripe suína H1N1 em 2009, o vírus zika em 2016 e a febre ebola, que atingiu parte da África Ocidental entre 2014 e 2016 e a República Democrática do Congo desde 2018.

Da família dos coronavírus, como o SARS, o vírus 2019-nCoV causa sintomas gripais em pessoas que o contraíram e pode levar à síndrome respiratória grave.

Propagação
O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse neste domingo (26) que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Ma afirmou ainda que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados.

Pouco se sabe sobre o novo vírus e sua origem. No entanto, as autoridades chinesas constataram que a doença se transmite entre humanos, o que aumenta a preocupação de uma epidemia mundial.

A origem do chamado “novo coronavírus 2019” ou “2019-nCoV” ainda é desconhecida. A hipótese mais provável é de que a fonte primária do vírus seja animal e que tenha começado a circular em um mercado de frutos do mar em Wuhan. As autoridades ainda não confirmaram qual foi o suposto animal infectado ou como a transmissão teve início, mas um estudo feito por pesquisadores chineses mostra que o surto pode ter começado em cobras.

Coronavírus são uma grande família de vírus da qual alguns são responsáveis por causar doenças em humanos. A maioria circula em animais como camelos, gatos e morcegos.

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