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03 de janeiro de 2020, 12h44

Celso Amorim sobre Bolsonaro e crise no Irã: Difícil imaginar que “submissão a Washington deixará de prevalecer”

Para ele, “o mundo nunca esteve tão perto de conflito armado direto entre dois estados desde a crise dos mísseis, em Cuba nos anos 60”

Foto: Antônio Araújo / Câmara dos Deputados

O ex-chanceler brasileiro, Celso Amorim, comentou nesta sexta-feira (3), o assassinato do comandante da Guarda Revolucionária do Irã, general Qassem Soleimani, na noite desta quinta-feira.

Sobre o Brasil e a posição do governo de Jair Bolsonaro, Amorim acredita que, “por tudo o que foi dito e feito até hoje, seria difícil imaginar que a submissão a Washington deixará de prevalecer”.

“A questão é saber até onde irá e se, além das perdas comerciais, o governo está disposto a colocar em risco a segurança do Brasil e dos brasileiros”, alertou o ex-chanceler. “A questão deixa de ser só política. É moral e, até certo ponto, existencial”, afirmou.

Crise dos Mísseis

Para Amorim, que chegou a ser indicado pela ONU para acompanhar um processo de desarmamento no Iraque no final dos anos 90, o mundo nunca esteve tão perto de conflito armado direto entre dois estados desde a crise dos mísseis, em Cuba nos anos 60.

O general foi morto após ataque aéreo comandado pelos Estados Unidos nas imediações do Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque.

“A crise entre Irã e Estados Unidos foi elevada à enésima potência com o assassinato do general Qasem Soleimani, apontado por muitos como a figura mais importante depois do Líder Supremo”, disse o embaixador.

Amorim disse ainda ser “difícil imaginar que não haja reação”, destacou.

Com informações do UOL


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