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29 de junho de 2020, 23h00

Central Sindical do Equador anuncia greve contra governo de Lenín Moreno

Mobilização está marcada para o dia 16 de julho e será organizada pela FUT (Frente Unitária dos Trabalhadores), em protesto contra medidas econômicas, precarização do trabalho e pelas mortes durante a pandemia

Foto: Jonathan Miranda/Presidência Equador

A FUT (Frente Unitária dos Trabalhadores do Equador), anunciou nesta segunda-feira (29) que organizará uma greve no dia 16 de julho, em protesto contra as medidas econômicas anunciadas recentemente pelo governo de Lenín Moreno, marcadas por um novo pacote de ajustes econômicos e flexibilização das leis trabalhistas.

O objetivo, segundo o governo, é “ajudar o setor privado a gerar mais empregos”, mas os sindicatos alegam que elas vão gerar mais desemprego e precarização dos trabalhadores que estão empregados.

“Temos que fazer frente contra este novo avanço da direita e do governo contra os direitos dos trabalhadores”, declarou a direção da FUT, em comunicado de imprensa.

A entidade também afirmou que os atos também recordarão os mortos durante a pandemia de covid-19, e acusarão o governo de negligência e resposta errática à crise mundial de saúde.

Atualmente, o Equador tem 55 mil casos oficiais da infecção, e 4,5 mil mortes, mas houve um momento em que o país era um dos mais atingidos do continente, chegando a ter cadáveres empilhados nas ruas de Guayaquil, sua cidade mais afetada.

A FUT também assegurou que os atos do dia 16 de julho respeitarão as medidas de higiene e distanciamento social.


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