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11 de dezembro de 2019, 12h30

CEO da Huawei diz que os Estados Unidos tratam a América Latina como seu quintal

Huawei é a maior fornecedora de equipamentos para redes e telecomunicações do mundo

Foto: Assessoria de imprensa/Huawei

Ren Zhengfei, o CEO da Huawei, a maior fornecedora de equipamentos para redes e telecomunicações do mundo, em sua primeira entrevista à imprensa latino-americana, publicada nesta quarta-feira (11), no Valor, declarou: “Os Estados Unidos tratam a América Latina como seu quintal. Nosso objetivo é ajudar a América Latina a sair desta armadilha e manter a soberania de seus países. A América Latina é o melhor lugar do mundo.”

A entrevista aconteceu na sede da Huawei, na cidade chinesa de Shenzhen, com a participação da imprensa de seis países da América Latina. O Valor foi o jornal brasileiro presente.

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Sobre o leilão do 5G, que acontecerá no próximo ano no Brasil, Ren Zhengfei avisou: “A legislação brasileira é muito complicada e pode ser uma barreira para o desenvolvimento tecnológico. Devemos vencer a barreira da legislação e as restrições políticas”.

Zhengfei também foi irônico com os estereótipos do Brasil ao afirmar que “com distribuição da riqueza pelo governo e o desenvolvimento tecnológico das empresas, o brasileiro poderá se dedicar mais ao samba, que nunca poderá ser substituído pela inteligência artificial”.

O CEO da Huawei manteve todo o tempo a postura de quem não teme a guerra comercial entre a China e os EUA nem aceita ser acuado.

“A disputa com os EUA não criará um novo muro de Berlim porque a era da informação não comporta muros. Depois da recessão econômica, os Estados Unidos perderam mercado. Se não pode fornecer para o mundo inteiro, o país deve se conformar em reduzir sua presença na economia mundial.”

Assim como tem feito desde o fim de 2018, quando passou a dar mais entrevistas como estratégia para enfrentar o cerco americano, Ren repetiu a ideia de que seus equipamentos não têm ideologia, são apenas condutores de informação.

Não tergiversou, no entanto, em tomar posição contra as fake news, cuja difusão ganhou velocidade na era a informação: “São prejudiciais à sociedade. A lei deve controlar sua difusão com restrição ou mesmo a suspensão das contas que as utilizem”.


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