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20 de março de 2019, 06h24

Chanceler tem chilique com participação de Eduardo Bolsonaro na reunião com Donald Trump

Ernesto Araújo teve ataque de fúria por ficar de fora da reunião privada entre Bolsonaro e Trump no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou acalmá-lo

Eduardo com Bolsonaro e Trump na Casa Branca (Foto: Alan Santos/PR)

Reportagem de Patrícia Campos Mello, na edição desta quarta-feira (20) da Folha de S.Paulo, afirma que o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, teve um chilique na frente de outros ministros por causa da participação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) no encontro privado entre os presidentes Jair Bolsonaro (Brasil) e Donald Trump (EUA) nesta terça-feira (19).

Araújo não participou da reunião privada entre os dois líderes realizada no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou acalmá-lo.

O ataque de fúria aconteceu depois que Araújo leu o blog da jornalista Míriam Leitão, do jornal O Globo, em que ela afirma que o Itamaraty saiu rebaixado com ida de Eduardo para o encontro com Trump e diz que, se Araújo tivesse “alguma fibra”, ele pediria para deixar o cargo.

Chanceler de fato
No jornal O Estado de S.Paulo, a jornalista Beatriz Bulla diz que o filho de Bolsonaro assumiu o posto de chanceler informal do governo durante a viagem do pai aos Estados Unidos.

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Segundo a reportagem, foi Eduardo quem acompanhou o presidente na visita à CIA, agência de inteligência americana, juntamente com o ministro da Justiça, Sérgio Moro. No tempo livre, o deputado e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara acompanhava Filipe Martins, assessor de Assuntos Internacionais do Planalto, em agendas paralelas com integrantes do governo americano e de movimentos conservadores do país.

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