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13 de setembro de 2018, 13h11

Chefe das Forças Armadas do Uruguai é preso por opinar sobre política

A punição ao militar aconteceu um dia depois do chefe das Forças Armadas no Brasil, general Eduardo Villas Bôas, dizer que os militares não aceitariam a candidatura Lula

Guido Manini Rios. Foto: Reprodução YouTube

O comandante-em-chefe das Forças Armadas do Uruguai, Guido Manini Rios, foi condenado a 30 dias de prisão por violar a Constituição. Seu crime foi opinar sobre o projeto de reforma do Fundo Militar, que está sendo analisado no Parlamento. As informações são do jornal Uruguai La República.

De acordo com a Constituição uruguaia, militares não podem exercer atividades políticas além do voto. Além disso, Manini Rios também fez críticas ao ministro do Trabalho, Ernesto Murro, um dos políticos que conduz a reforma do Fundo.

Com relação à prisão, o Presidente Tabare Vazquez disse que Manini “está errado e, por isso, foi preso”. Vazquez acrescentou que ele violou o artigo 77 da Constituição e do Serviço Nacional de regulamento 21, que afirma que militar não pode interferir com as opiniões sobre as contas.

“Comentar sobre um projeto de lei que está em discussão no Parlamento é uma atividade política”, disse o presidente, que acrescentou não ter perdido a confiança no comandante.

A punição ao militar aconteceu um dia depois do chefe das Forças Armadas no Brasil, general Eduardo Villas Bôas, dizer que os militares não aceitariam a candidatura Lula. “O pior cenário é termos alguém sub judice, afrontando tanto a Constituição quanto a Lei da Ficha Limpa, tirando a legitimidade, dificultando a estabilidade e a governabilidade do futuro governo e dividindo ainda mais a sociedade brasileira. A Lei da Ficha Limpa se aplica a todos”, disse ele em entrevista à jornalista Tânia Monteiro.


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