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04 de junho de 2019, 11h57

China vive clima de tensão nos 30 anos dos protestos na Praça da Paz Celestial

Organização de Chineses Defensores dos Direitos Humanos denuncia o governo local por reforçar a segurança, especialmente no setor da Praça, além de atacar de forma sistemática o exercício da liberdade de expressão e de imprensa

A histórica imagem do desconhecido que desafiou os tanques.

Diferentes grupos de defesa dos direitos humanos reclamam de maior repressão no país, especialmente em Pequim, devido aos atos que se estavam programados para rememorar o aniversário de número 30 dos protestos da Praça da Paz Celestial.

As queixas se referem aos possíveis atos a serem realizados neste dia 4 de junho. Há exatos 30 anos, em 1989, o a maior praça da capital chinesa foi palco de uma grande manifestação de estudantes mobilizados em favor das liberdades civis, a qual terminou em um sangrento confronto com o Exército chinês – tal batalha ficou conhecida como o Massacre da Praça da Paz Celestial, e simbolizada pela cena de um homem que se colocou na frente de quatro tanques, tentando impedir que eles avançassem contra os demais manifestantes.

Segundo a organização de Chineses Defensores dos Direitos Humanos (CHRD, por sua sigla em inglês), o governo local tem reforçado a segurança, especialmente no setor da Praça, dando os indícios de que não tolerará manifestações que visem comemorar o aniversário daqueles protestos de 1989, que terminaram com o massacre de milhares de pessoas.

Além disso, a CHRD também denuncia que “o governo chinês também vem atacando de forma sistemática o exercício da liberdade de expressão e de imprensa, e até mesmo o de obter informações sobre o movimento de 1989 e o posterior confronto daqueles estudantes que se mobilizavam então e o exército chinês”.

A Anistia Internacional (AI) também se pronunciou sobre o tema, repudiando a postura das autoridades de Pequim por “uma onda de perseguição contra aqueles que buscam recordar as vítimas da repressão na praça, em 1989”. A organização também reclama que “durante as últimas semanas, a polícia prendeu dezenas de ativistas, e passou a manter familiares dos mortos no massacre em cativeiro domiciliar”.

Em entrevista para o canal alemão Deutsche Welle, a diretora da Anistia Internacional para a região da Ásia Oriental, Roseann Rife, declarou que “o governo chinês deve aceitar que não há repressão capaz de apagar o horror da carnificina ocorrida nos arredores da praça, naquele junho de 1989”.

Com informações do Deutsche Welle.


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