A China informou, em novembro, três marcos operacionais envolvendo algumas de suas plataformas militares mais avançadas. A Marinha e a Força Aérea anunciaram, em datas distintas, progresso no emprego do porta-aviões Fujian, na entrada em serviço do drone furtivo GJ-11 e na primeira navegação da embarcação anfíbia Tipo 076 Sichuan.
O porta-aviões Fujian, que foi oficialmente incorporado à Marinha chinesa em 5 de novembro, concluiu sua primeira missão de treinamento em mar aberto após iniciar a fase operacional. A embarcação, com deslocamento superior a 80 mil toneladas, é o primeiro navio de propulsão convencional no mundo a operar catapultas eletromagnéticas.
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Segundo informações divulgadas pela China Media Group (CMG), a formação que acompanhou o navio retornou a um porto militar em Sanya após cumprir as atividades previstas.
Durante os exercícios, aeronaves embarcadas como os caças J-35, J-15T e J-15DT, além do avião de alerta antecipado KJ-600, realizaram múltiplas decolagens assistidas por catapulta e pousos com parada. Os testes avaliaram o desempenho dos sistemas de lançamento e recuperação do Fujian e a operação no convés de voo.
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A tecnologia de catapulta eletromagnética amplia a capacidade de decolagem com carga máxima e possibilita o uso de aeronaves de maior porte, incluindo modelos de alerta aéreo antecipado.
Outro avanço anunciado foi a confirmação, pela Força Aérea chinesa, de que o drone furtivo GJ-11 entrou oficialmente em serviço. A informação foi divulgada em um vídeo publicado em 11 de novembro.
A aeronave não tripulada tem configuração de asa volante e fuselagem sem cauda, característica que favorece o desempenho furtivo e voos subsônicos de longo alcance. Ainda segundo a CMG, o desenho de grande área alar contribui para melhorar a performance em operações de decolagem e pouso.
O terceiro marco ocorreu em 16 de novembro, quando o navio anfíbio Sichuan, primeiro da classe Tipo 076, concluiu sua navegação inaugural menos de um ano após ser lançado ao mar.
A embarcação possui mais de 40 mil toneladas de deslocamento e dispõe de duas ilhas estruturais, com áreas separadas para comando de navegação e controle de aviação. O navio é equipado com catapultas e cabos de parada, permitindo operar aviões de asa fixa, helicópteros e veículos aéreos não tripulados de grande porte.
O convés contínuo do Sichuan foi projetado para apoiar operações anfíbias e ampliar o número de aeronaves que podem ser lançadas a partir do navio, incluindo drones de ataque com capacidade para transportar diferentes tipos de armamentos.