CHINA EM FOCO

Muito mais rápido que o 5G: China já tem plano definido para implementar o 6G

Ministério revelou próximos passos da tecnologia das redes móveis de alta velocidade

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A China finalizou a primeira etapa de seus testes de tecnologia 6G, acumulando mais de 300 resultados técnicos relevantes, informou o Ministério da Indústria e Informação (MIIT) do país.

Esta fase inicial definiu as principais direções técnicas que deverão orientar o desenvolvimento da próxima geração de redes móveis que deve substituir o 5G.

Em agosto, pesquisadores da Universidade de Pequim (PKU), em parceria com a City University de Hong Kong, anunciaram um avanço inédito no desenvolvimento de sistemas integrados fotônico-eletrônicos de banda ultralarga, voltados para a comunicação sem fio de sexta geração (6G). Nos testes realizados, o sistema alcançou taxas de transmissão acima de 100 gigabits por segundo — desempenho suficiente para suportar cerca de mil transmissões simultâneas em 8K.

Segundo a China, o 6G deverá se tornar a principal infraestrutura global de informação digital na próxima década, integrando comunicações, sensoriamento, computação e inteligência.

O escopo dos serviços também deve se ampliar: além de pessoas, máquinas e bens, a nova geração atenderá agentes inteligentes e estenderá sua cobertura para incluir integração solo-ar-espaço, com o objetivo de permitir conexões inteligentes generalizadas e aplicações como gêmeos digitais.

"Continuaremos a fortalecer a pesquisa em tecnologias essenciais e soluções técnicas integradas, e a promover a pesquisa e o desenvolvimento (P&D) tecnológicos, o desenvolvimento de padrões, a verificação de testes e o cultivo de aplicações de forma integrada, estabelecendo uma base sólida para a padronização e industrialização do 6G", afirmou Zhang Yunming, vice-ministro da Indústria e Tecnologia da Informação.

Os testes chineses estão estruturados em três etapas. A primeira, agora concluída, trata da definição de rotas tecnológicas fundamentais. A segunda fase se concentrará na elaboração de soluções técnicas e no desenvolvimento de protótipos voltados para cenários típicos e metas de desempenho. A terceira etapa prevê testes em redes integradas, incluindo a criação de equipamentos pré-comerciais e a avaliação de produtos essenciais para o ecossistema 6G.

Em abril, o MIIT já havia anunciado planos para acelerar a pesquisa e desenvolvimento, a formulação de padrões, os testes-piloto e a futura implementação industrial da nova tecnologia.

O que diz o Plano Quinquenal

As recomendações do Comitê Central do Partido Comunista da China para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030) afirmam que o país deve adotar estratégias antecipadas para indústrias emergentes, explorar múltiplas rotas tecnológicas, cenários de aplicação e modelos de negócio, e estimular novos motores de crescimento econômico em áreas como tecnologias quânticas, biofabricação, energia de hidrogênio e fusão nuclear, interfaces cérebro-máquina, inteligência artificial incorporada e comunicações móveis 6G.

Isso faz parte das principais premissas do Plano:

  • Reforçar a indústria e a economia real, priorizando tecnologia e manufatura avançada;
     
  • Aumentar a autossuficiência tecnológica, reduzindo a dependência de insumos estrangeiros;
     
  • Expandir o mercado interno e melhorar a qualidade de vida;
     
  • Promover o desenvolvimento regional equilibrado, integrando campo, cidades e regiões menos desenvolvidas;
     
  • Modernizar a defesa e a segurança nacional, fortalecendo o Exército Popular de Libertação;
     
  • Acelerar a transição verde, com foco em energia limpa e proteção ambiental.

O Partido reconhece que a China enfrenta um cenário global de grandes oportunidades e riscos, com tensões geopolíticas, disputas comerciais e transformações tecnológicas em ritmo acelerado.

Ainda assim, o governo mantém confiança na liderança de Xi Jinping e no papel do 15º Plano como instrumento para alcançar prosperidade socialista e o “grande rejuvenescimento da nação” até 2049.

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