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05 de fevereiro de 2020, 08h03

Climão com Nancy Pelosi marca discurso de Donald Trump no Senado

Presidente dos Estados Unidos ignorou cumprimento de deputada democrata, que rasgou discurso de Trump ao vivo

Momento em que Nancy Pelosi rasga o discurso de Donald Trump (Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou ao Congresso nesta terça-feira (4) em seu último discurso antes das eleições deste ano. A mensagem anual do presidente, no entanto, foi marcada por momentos tensos com a presidenta da Câmara, Nancy Pelosi.

A democrata rasgou uma cópia do discurso de Trump logo após seu pronunciamento, enquanto a Casa o aplaudia. O clima entre os dois já estava tenso desde que o presidente chegou ao púlpito, quando ele ignorou um aperto de mão de Pelosi e cumprimentou apenas o vice-presidente do país, Mike Pence.

Pelosi, que é responsável pela abertura do processo de impeachment de Trump, acompanhou o discurso do dirigente republicano franzindo a testa e rindo de forma incrédula durante vários trechos. Ao ser perguntada por um repórter sobre a razão de ter rasgado o discurso de Trump, Pelosi respondeu que “era a coisa mais cordial a se fazer, considerando as alternativas”.

Sobre o aperto de mão negado, Palosi escreveu no Twitter que “os democratas nunca deixarão de estender a mão da amizade para fazer o trabalho #ForThePeople (pelas pessoas). Vamos trabalhar para encontrar um campo comum onde for possível, mas permaneceremos firmes onde não for”.

O discurso

O pronunciamento do presidente norte-americano foi marcado por diversas menções ao Oriente Médio e a Venezuela. O principal opositor venezuelano, Juan Guaidó, foi um dos convidados de Trump para assistir ao discurso presencialmente na Câmara e, ao ser apresentado pelo republicano, foi chamado de “o verdadeiro e legítimo presidente da Venezuela”.

Trump também prometeu “esmagar a tirania de Maduro” e alegou que “todos os estadunidenses estão unidos com o povo venezuelano em sua luta por liberdade”.

Ao abordar a questão da imigração nos Estados Unidos, Trump voltou a falar da construção do muro na fronteira com o México e disse que, até o começo do próximo ano, os 800 km da barreira estarão completos.

O presidente também mencionou Qassem Soleimani, o general iraniano assassinado em um ataque estadunidense a Bagdá em 3 de janeiro. Trump classificou o general como o “carniceiro mais cruel do regime iraniano, um monstro que matou ou feriu milhares de militares dos EUA no Iraque”.

Sobre seu próprio país, o presidente também afirmou que “anos de decadência econômica terminaram” e aproveitou para criticar a gestão de Barack Obama, seu antecessor.  “Os dias daqueles que usavam o nosso país, aproveitavam-se dele, estando até desacreditado junto de outras nações, ficaram para trás”, declarou.

 


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