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13 de agosto de 2019, 22h43

Como Macri recebeu e como vai entregar a Argentina para o seu sucessor

Dados oficiais mostram que a inflação dobrou (25% para 56%), a pobreza cresceu (30% para 34%), a indigência quase dobrou (4,5% para 8%), o desemprego ultrapassou os 10%, o dólar triplicou (15 para 46 pesos) e até o consumo de leite e carne diminuíram a níveis alarmantes; confira

Foto: Prensa Presidencia

A vitória acachapante dos peronistas Alberto Fernández e Cristina Kirchner sobre Maurício Macri nas eleições prévias (PASO) certamente surpreendeu muita gente, mas um comparativo entre a Argentina de 2015, quando Cristina deixou a Casa Rosada, com a de hoje, após quase quatro anos de Macri, evidencia o porquê da larga vantagem.

Um levantamento divulgado no Twitter pelo usuário Rômulo Macedo e compartilhado por diversas pessoas, como o escritor brasileiro Marcelo Rubens Paiva, traz números alarmantes. Os dados foram compilados de fontes oficiais, como o Instituto Nacional de Estadística y Censos (INDEC), e de entidades acadêmicas que monitoram esses indicadores, como o Observatorio de la Deuda Social Argentina, da Universidade Católica da Argentina (UCA).

Os números mostram que em 4 anos de governo macrista, a inflação dobrou (25% para 56%), a pobreza cresceu (30% para 34%), a indigência quase dobrou (4,5% para 8%), o desemprego ultrapassou os 10% depois de 13 anos abaixo dos dois dígitos, o dólar triplicou (15 para 46 pesos).

Os números da econômica refletem na qualidade de vida do argentino, que passou a tomar menos leite (queda de 39%) e comer menos carne (queda de 15%), com a queda do salário minimo caiu e a disparada da dívida externa.

Os dados já haviam sido revelados pela Fórum por meio da colunista Ana Prestes na semana passada. Ainda segundo Indec, quase um milhão de pessoas passam fome na Argentina de hoje, demonstrando que o custo social do projeto liberalizante de Maurício Macri foi enorme. Tanto que a Argentina viveu uma das maior greves gerais de sua história em maio deste ano.

Alberto e Cristina atingiram 47% dos votos nas eleições prévias contra 32% do atual presidente. O percentual garantiria a vitória em primeiro turno dos kirchneristas nas eleições de outubro.


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