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03 de janeiro de 2019, 23h09

Contra Bolsonaro, grupo socialista invade embaixada do Brasil na Nova Zelândia

Os manifestantes neozelandeses invadiram a embaixada brasileira no país para denunciar o crescimento do fascismo no Brasil e no mundo, prestar solidariedade aos brasileiros e exigir a expulsão do embaixador brasileiro: "Não nos relacionamos com nações fascistas"

Reprodução/Twitter

O coletivo de ativistas socialistas neozelandês ocupa, desde a noite desta quarta-feira (2), a embaixada brasileira em Wellington, na Nova Zelândia, em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro.

O objetivo do grupo chamado Organise Aotearoa, que divulgou a ação nas redes sociais, é denunciar a escalada fascista no Brasil e no mundo e exigir do governo local a expulsão do embaixador brasileiro na cidade, bem como a saída do embaixador da Nova Zelândia no Brasil.

“Nós, do OA, nos opomos ao governo do Presidente Jair Bolsonaro, que assumiu essa semana. Estamos ocupando a embaixada brasileira em Wellington, Nova Zelândia, em solidariedade com o povo brasileiro sujeito à violência do estado fascista e antidemocrático. Exigimos a expulsão do embaixador brasileiro na Nova Zelândia e a retirada do embaixador neozelandês no Brasil. Não nos relacionamos com nações fascistas!”, escreveram os ativistas.

Na embaixada, o grupo levantou faixas contra o presidente eleito e tirou fotos com imagens da vereadora Marielle Franco, assassinada em março do ano passado.

De acordo com o grupo, a eleição de Bolsonaro e suas relações com os Estados Unidos e Israel mostram a ascensão de uma “internacional fascista”.

“Com Bolsanaro e sua aliança com Israel e os Estados Unidos, estamos testemunhando o surgimento de uma internacional fascista. É nosso dever encontrar e resistir com uma internacional socialista. Somente o socialismo pode resolver as crises que o capitalismo cria”, pontuou o grupo.

Nesta quinta-feira (3), os ativistas denunciaram que estão recebendo ataques de cunho homofóbico de apoiadores de Bolsonaro.

“Durante a noite, nossas páginas de mídia social foram invadidas por críticas e discursos de ódio dos partidários do presidente fascista brasileiro, Jair Bolsonaro. Não podemos deixar de notar que nossos membros gays, em particular, estão sendo escolhidos e alvejados com uma linguagem vil e homofóbica. Nossos corações estão com as pessoas LGBT + no Brasil que têm que viver neste clima de ódio e fanatismo, com medo da crescente escalada de crimes de ódio contra eles pelos partidários de Bolsonaro”, denunciou o grupo.

Nem Bolsonaro e nem o Itamaraty se pronunciaram sobre o protesto internacional.


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