sábado, 24 out 2020
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Cuba comemora 15 anos de brigada médica que concorre ao Nobel da Paz

Brigada Médica Internacional Henry Reeve foi criada em 2005 por Fidel Castro, para ajudar estadunidenses afetados pelo furacão Katrina, mas se manteve ativa e hoje concorre ao prêmio por seu trabalho na pandemia do coronavírus

Este sábado (19) foi um dia de celebrações em Cuba, para homenagear os médicos que formam ou já formaram parte da Brigada Médica Internacional Henry Reeve, que comemora seu aniversário de número 15.

A iniciativa foi criada em 2005, pelo então comandante Fidel Castro, com o intuito de entregar ajuda humanitária aos estadunidenses afetados pelo furacão Katrina – os estados do sudeste norte-americano registraram mais de 1,2 mil mortes e uma quantidade enorme de feridos, como saldo da passagem do cataclisma pela região, durante o verão do hemisfério norte, naquele ano.

Fidel também determinou que a organização se mantivesse ativa depois desse episódio, e passasse a oferecer ajuda a todos os países que necessitassem, aproveitando a enorme capacidade do país de produzir bons médicos.

O Ministério da Saúde Pública de Cuba, que está organizando as celebrações deste sábado, enfatizou – em uma das várias mensagens publicadas durante a jornada – que a Brigada Henry Reeve já prestou assistência a mais de 46 nações e cinco territórios não autônomos, em quase todos os continentes do mundo: América Latina e Caribe, África, Ásia, Oceania. e Europa.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, também publicou uma mensagem sobre o aniversário da Brigada Henry Reeve, destacando que “estão há 15 anos enfrentando e vencendo a dor e a morte no mundo. Obrigado pela generosidade e pelo exemplo. Obrigado por dar vida”.

Outros números que mostram a dimensão do trabalho dos cubanos: a Brigada já mobilizou mais de 9 mil profissionais de saúde, e atendeu mais de 4 milhões de pessoas, sendo que mais de 89 mil foram salvas da morte, por ação direta dos brigadistas de Cuba.

Durante esta pandemia de covid-19, a Brigada Henry Reeve já enviou mais de 45 delegações, para 39 países, em cinco continentes. Tamanha contribuição fez com que mais de 50 organizações de direitos humanos apoiassem a candidatura da entidade para receber o Prêmio Nobel da Paz, que será entregue em outubro.

Victor Farinelli
Victor Farinelli
Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).