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16 de março de 2019, 09h51

Depois de passar vergonha na ONU, delegação brasileira segue com ataques a Jean Wyllys

Após a cena protagonizada por Maria Nazareth Farani Azevedo, que se retirou da reunião da ONU depois provocar Jean Wyllys, perfil oficial da Delegação Brasileira em Genebra no Twitter seguiu com os ataques ao ex-deputado

A embaixadora brasileira Maria Nazareth Farani Azevedo com a ministra Damares Alves (Divulgação)

Não satisfeita em passar vergonha uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (15) em Genebra (Suíça), a Delegação Brasileira seguiu insistindo, pelas redes sociais, no assunto que causou o vexame a nível internacional.

Após a cena protagonizada pela embaixadora Maria Nazareth Farani Azevedo, que provocou Jean Wyllys e, ao ouvir a resposta, se exaltou e saiu da sala, o perfil oficial da Delegação Brasileira no Twitter seguiu atacando o ex-deputado.

“No Conselho de Direitos Humanos hoje, ao lado da Senadora Mara Gabrilli, defendemos a democracia brasileira e suas instituições. Na mesa, ex-deputado, vestido de vermelho, mostra sua incapacidade de aceitar o resultado das urnas”, diz o tuíte.

Jean Wyllys, por sua vez, ignorou a nova manifestação. Antes, havia publicado um artigo no portal UOL intitulado “A descompostura da embaixadora”.

Vexame

A embaixadora brasileira, em uma primeira intervenção, provocou Jean Wyllys ao dizer que Jair Bolsonaro sofreu uma ameaça concreta de morte e mesmo assim não deixou o país – em uma clara referência ao fato de que o ex-deputado saiu do Brasil após ameaças, principalmente, de apoiadores do presidente. Ela seguiu dizendo que o mandatário brasileiro não é racista, fascista ou autoritário, que se preocupa com os direitos das mulheres e que toda essa fama não passa de fake news.

Ela não aguentou, no entanto, ouvir a resposta de Jean Wyllys e, nervosa, deixou a sala – gesto totalmente incomum na diplomacia da ONU.

Cena inédita

Jamil Chade, correspondente do jornal Estadão, afirmou na tarde desta sexta-feira (15), através do Twitter, que nunca viu “o Brasil protagonizar uma cena tão triste como a que a embaixadora do governo Bolsonaro promoveu hoje”. Ele cobre as pautas da ONU na Europa há duas décadas.

“Em 20 anos cobrindo a ONU, jamais vi o Brasil protagonizar uma cena tão triste como a que a embaixadora do governo Bolsonaro promoveu hoje. O Itamaraty, contaminado por um vírus extremamente perigoso: o da intolerância”, tuitou.

É de Chade, inclusive, o vídeo que a Delegação Brasileira usou, sem autorização, para seguir atacando Wyllys no Twitter. Pela mesma rede social, o jornalista protestou: “Solicito ao Itamaraty e à Delegação Brasileira a retirada das imagens. Elas têm dono e não permitirei que sejam cedidas”.


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