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14 de agosto de 2019, 13h56

Derrotado nas urnas, Macri admite fracasso de seu governo neoliberal: “É pura responsabilidade minha e do meu governo”

Para tentar reverter o quadro eleitoral, Macri anunciou uma série de intervenções do Estado na economia, como o congelamento do preço do combustível, além de aumentos do salário mínimo e da Asignación Universal por Hijo - uma espécie de bolsa-família criada pelo kirchnerismo

Bolsonaro e Mauricio Macri (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Após uma derrota acachapante no último domingo (11) para a chapa Alberto Fernandez e Cristina Kirchner nas primárias argentinas, o presidente Maurício Macri reconheceu o fracasso das políticas neoliberais de seu governo, fez mea culpa e anunciou medidas de intervenção econômica para tentar melhorar a vida dos argentinos – e influenciar no resultado das eleições presidenciais de outubro.

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“Quero dizer que entendi (o recado das urnas) dos que nos votaram e dos que não nos votaram. É minha responsabilidade e da minha equipe de governo”, afirmou, segundo o jornal El Clarin.

Entre as medidas anunciadas pelo presidente argentino está o congelamento do preço do combustível por 90 dias (o primeiro turno das eleições será em 73 dias), um aumento de 25% do salário mínimo (atualmente é de US$ 225, ou cerca de R$ 902) e aumento de 40% para os que recebem a bolsa “progresar” (progredir), voltada a estudantes, e para os que recebem a Asignación Universal por Hijo (uma espécie de bolsa-família criada durante o kirchnerismo).

Desculpas
Macri ainda pediu desculpas pela atitude rude na entrevista coletiva à imprensa, na segunda-feira (12), ao responsabilizar os kirchneristas pela turbulência no mercado financeiro, quando a Bolsa de Buenos Aires registrou queda histórica e o dólar disparou.

“Eu estava sem dormir e triste pelas consequências (da turbulência) na economia. Mas eu queria atender a imprensa, como sempre fiz. Mas quero que saibam que entendo o voto dos argentinos. Isto é pura responsabilidade minha e do meu governo”, afirmou.


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