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23 de março de 2020, 10h49

Ditadura boliviana aproveita coronavírus para suspender eleições

Imposta na presidência pelas Forças Armadas, para um suposto “mandato de transição”, a ditadora Jeanine Áñez disse que “decisão é difícil, porém necessária”, e não deu nenhum indício de uma nova data

A ditadora boliviana Jeanine Áñez (foto: La Información)

As eleições gerais na Bolívia, que estavam programadas para acontecer em 3 de maio, foram suspensas. A medida foi anunciada pelo TSE (Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia), e depois confirmada em pronunciamento da ditadora Jeanine Áñez.

A justificativa para a mudança do calendário eleitoral é a pandemia do coronavírus, que também já chegou ao país. A Bolívia registra 27 casos de Covid-19 até o momento, nenhum deles fatal.

Segundo a ditadora Jeanine Áñez, “esta é uma decisão difícil, porém necessária, já que é impossível cumprir com o calendário eleitoral até a data que havia sido estipulada”.

Vale lembrar que Áñez foi imposta na presidência do país pelas Forças Armadas, após o golpe de Estado de novembro de 2019, que tirou do poder o presidente democrático Evo Morales. O golpe foi justificado por uma suposta fraude eleitoral na votação realizada em outubro, mas que nunca foi comprovada.

Ao assumir, Jeanine Áñez prometeu que cumpriria um “mandato de transição”, e que realizaria as novas eleições em no máximo 3 meses – ou seja, teria que ter sido em fevereiro. Semanas depois, adiou a votação para maio.

Também assegurou que não se candidataria, e, no entanto, terminou oficializando sua candidatura.


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