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19 de fevereiro de 2020, 12h30

Ditadura boliviana dá sequência à perseguição e proíbe Evo Morales de se candidatar ao Senado

TSE da Bolívia alegou que ex-presidente não cumpre requisito de residência, já que está morando na Argentina, onde conseguiu asilo politico depois do golpe de Estado de 2019.

Evo Morales - Foto: Reprodução/Twitter

Uma decisão anunciada nesta quarta-feira (19) pelo TSE (Tribunal Supremo Eleitoral) da Bolívia tornou sem efeito o registro do ex-presidente Evo Morales como candidato ao Senado, nas eleições de 3 de maio. A informação foi divulgada pelo diário Página Siete, de La Paz.

A medida da autoridade eleitoral dá razão aos pedidos de três partidos da direita, que defendiam a inabilitação de Evo alegando que ele não cumpre o requisito de residência. Para ser candidato na Bolívia é preciso ser residente no país, e o ex-presidente está morando na Argentina, país onde conseguiu asilo político, após o golpe militar que sofreu em novembro passado.

Além de Morales, outro que teve sua candidatura impugnada foi seu ex-chanceler, Diego Pary, que também está em asilo na Argentina. Após o golpe de Estado, a ditadura boliviana, liderada pela ex-senadora Jeanine Áñes, iniciou uma forte operação de lawfare contra o ex-presidente e todos os ministros do seu governo, que estão praticamente proibidos de pisar em solo boliviano, ou serão presos imediatamente.

Também é curioso o fato de que, das 13 candidaturas impugnadas pelo TSE boliviano nesta semana, 11 foram de candidatos do MAS (Movimento Ao Socialismo), partido de Evo Morales.

Em resposta, o partido afirmou, em um comunicado que “a decisão do Tribunal Eleitoral tem viés político claro, já que todas as pesquisas indicavam que Evo Morales seria o senador mais votado do país, e provável presidente do Senado, o que não era de interesse de quem está no poder (Áñez)”. O partido também se declarou “em estado de emergência”.


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