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24 de janeiro de 2020, 16h10

Ditadura boliviana rompe com Cuba e Eduardo Bolsonaro comemora

Jeanine Añez, que assumiu o poder após golpe de Estado contra o governo de Evo Morales, não gostou de ser chamada de ditadora

A autoproclamada presidente da Bolívia, Jeanine Áñez - Foto: Reprodução

O deputado federal Eduardo Bolsonaro celebrou nesta sexta-feira (24) a resposta dada pelo “governo de fato” da Bolívia, que assumiu após o golpe dado contra o ex-presidente Evo Morales, à chancelaria de Cuba. Os países romperam relações após o chanceler cubano ter chamado a autoproclamada presidenta Jeanine Añez de ditadora.

“BOLÍVIA NÃO LEVA DESAFORO PARA CASA. Bolívia rompe relações com Cuba após MRE cubano Bruno Rodríguez Parrilla ofender presidente boliviana e os permanentes insultos contra o processo democrático vigente na Bolívia”, tuitou o filho do presidente Jair Bolsonaro.

Ao criticar a saída dos médicos cubanos da Bolívia – medida similar à tomada por Bolsonaro logo que assumiu no Brasil -, Parrilha chamou Jeanine Añez de “golpista autoproclamada”. “Mentiras vulgares da golpista autoproclamada na Bolivia. Outra amostra de sua subserviência ao EUA. Ela deveria explicar às pessoas que, depois do retorno dos colaboradores à Cuba – devido à violência a que foram submetidos -, mais de 454.440 atendimentos médicos foram interrompidos”, tuitou o chanceler.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do regime de Añez, Yerko Nuñez, anunciou o rompimento das relações com o país caribenho. “A partir desta data, a Bolívia suspende as relações diplomáticas com a República de Cuba. Essa determinação obedece às recentes e inadmissíveis declarações do chanceler cubano e à permanente hostilidade e constantes reparos feitos por Cuba ao governo boliviano e seu processo democrático”, disse em coletiva de imprensa.

O ex-presidente Evo Morales, que teve seu mandato oficialmente encerrado na quinta-feira, rechaçou a decisão. “Condenamos profundamente a suspensão, por parte do governo de fato de Áñez, das relações com a irmã República de Cuba e a deterioração permanente da imagem internacional do Estado Plurinacional da Bolívia no que diz respeito à livre autodeterminação, soberania e diplomacia dos povos”.


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