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16 de janeiro de 2020, 22h48

Ditadura da Bolívia militariza capitais temendo revolta popular

Governo instalado após o golpe de Estado que derrubou Evo Morales convocou as Forças Armadas para irem às ruas

Foto: APG

Em ameaça ao partido Movimento ao Socialismo (MAS) e a movimentos sociais, o governo da Bolívia, instalado após o golpe de Estado que derrubou o presidente Evo Morales, determinou nesta quinta-feira (16) a militarização de cidades e realizou exercícios militares na zona rural do país.

“O Movimento ao Socialismo deve definir se está com a democracia ou com a violência”, afirmou o ministro da Defesa, Fernando López. “Seguimos acreditando na paz  e no diálogo. Dentro desse conceito de paz e de diálogo obviamente está a prevenção às ameaças para dar maior tranquilidade aos bolivianos e às bolivianas. Se tratam de ações cotidianas”, disse ainda.

A declaração de López foi dada após o país passar por uma escalada na militarização nesta quinta-feira. Inicialmente teria sido determinada a ocupação de forças militares no chamado Trópico de Cochabamba, região que reúne produtores cocaleiros. A ação foi denunciada por Evo Morales como uma forma de seguir ordens dos Estados Unidos, romper o modelo de controle social estabelecido da região e acabar com as plantações cocaleiras.

Segundo o ministro da Defesa, a ação não passou de um exercício militar normal realizado com o apoio de paraquedistas.

À noite veio o anúncio da ocupação das ruas por meio de um operativo conjunto das Forças Armadas e da Polícia. Nove capitais serão afetadas, além de El Alto e de algumas cidades médias. O patrulhamento deve permanecer até o dia 24 de janeiro, dois dias após a convocação de protestos nacionais por parte do MAS e de movimentos sociais contra a autoproclamada presidenta Jeanine Añez.


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